Ao cuidado dos que nos abanam


jmmcc,

«O presidente da Mota-Engil, António Mota, criticou hoje a “falta de planeamento” em Portugal ao nível das grandes obras públicas, o que justifica uma maior aposta do seu grupo na internacionalização.

Na sua opinião, uma das razões para a Mota-Engil investir na internacionalização é a “indefinição quanto a grandes projetos de investimento”, como o comboio de alta velocidade e o novo aeroporto.

“Nós não planeamos, Portugal não tem um planeamento estratégico naquilo que são infraestruturas” — lamentou.»

É verdade e António Mota não fez qualquer descoberta: Portugal tem sido incapaz de qualquer planeamento, estratégico ou não, e isso é um mal que vem de longe. Já quanto à internacionalização do grupo que trata por tu as grandes obras públicas, o melhor que podemos fazer é desejar-lhe felicidades e que mande de lá saudades. Porque o que menos precisamos por cá (há muito tempo) é da Mota-Engil, do BES, da Brisa, da Lusoponte e de todos aqueles do costume que vivem à mesa do Orçamento do Estado e que querem abanar-nos mais um bocado para ver se ainda cai algum.

14 comentários em “Ao cuidado dos que nos abanam”

  1. O assaltante queixa-se de que a ourivesaria está mal organizada: “Não estava à espera de tanta complicação…”

  2. Muito bem, compadre. O lóbi do betão fez tudo quanto queria nestes anos, tratando as finanças do Estado como se fossem uma coutada privada. Agora, com o FMI, a coisa fia mais fino.

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