O exemplo de um socialista


jmmcc,

O socialista afastado e actual presidente da Mota-Engil Jorge Coelho desistiu há dias, segundo foi discretamente noticiado, da subvenção que recebia mensalmente do Estado. É uma boa notícia, depois da divulgação anterior e muito menos discreta — que comentámos aqui — em que o visado se revelava um verdadeiro filantropo com o dinheiro dos nossos impostos, ao ensaiar uma explicação desconcertante sobre o destino que dava àquele abono: «Aplico o dinheiro todo em instituições de solidariedade.»

Desta feita, só temos de nos congratular perante a nova atitude de Jorge Coelho, que passa a ter de aplicar rendimentos próprios nas iniciativas pessoais de solidariedade. É mais um bom exemplo para os que conservam — sem que precisem — as subvenções vitalícias que andamos todos a pagar injustamente. Melhor exemplo ainda por demonstrar que socialista não pode ser uma palavra vã.

12 comentários em “O exemplo de um socialista”

  1. Asssim, sim.
    Solidariedade feita com os seus próprios rendimentos, fica-lhe muito bem.
    Quase que o sinto como qualquer um de nós.
    Demorou, mas tomou a atitude que deveria ter tomado há muito.
    Mas, mais vale tarde que nunca, já dizia o outro…

  2. Ia dizer que Jorge Coelho estave muito bem, mas tal só é possível num país onde se continua alegremente a abusar e a assobiar para o lado como se nada fosse. Não foi Jorge Coelho que esteve bem, ele fez o que qualquer cidadão honesto faria. os outros é que estão mal. Era esperado que fizessem o mesmo.

  3. Ja agora…

    Devolver ao Estado o que a Motta Engil “ganhou” a mais nas PPP…Aí sim… é que merecia a Cruz D’ Honra de 1ª classe.

  4. João:
    Num único post, conjugam-se dois bons exemplos: o primeiro, que lhe dá corpo, ao trazer-nos a boa notícia de que o socialista Jorge Coelho (decerto pressionado pelas notícias reveladas na comunicação, redes sociais e também por aqui), deixou de fazer filantropia por conta própria, com um dinheiro que, imoralmente, recebia dos impostos pagos por todos nós. É um exemplo que deverá ser seguido por todos aqueles que estiverem em idêntica situação.
    O segundo, é este bom exemplo (que espero se torne numa boa prática) que aqui nos trouxeste ao denunciar algo que precisava de sê-lo e, seguidamente, ao ver-se corrigida essa situação pelo visado, publicares essa mesma circunstância. É algo que deve justamente ser feito para que não se diga que isto é apenas um local de maledicência e de bota-abaixo. Diz-se que está bem, quando está bem, diz-se que está mal, quando está mal.
    Parabéns.

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