O socialista afastado e actual presidente da Mota-Engil Jorge Coelho desistiu há dias, segundo foi discretamente noticiado, da subvenção que recebia mensalmente do Estado. É uma boa notícia, depois da divulgação anterior e muito menos discreta — que comentámos aqui — em que o visado se revelava um verdadeiro filantropo com o dinheiro dos nossos impostos, ao ensaiar uma explicação desconcertante sobre o destino que dava àquele abono: «Aplico o dinheiro todo em instituições de solidariedade.»
Desta feita, só temos de nos congratular perante a nova atitude de Jorge Coelho, que passa a ter de aplicar rendimentos próprios nas iniciativas pessoais de solidariedade. É mais um bom exemplo para os que conservam — sem que precisem — as subvenções vitalícias que andamos todos a pagar injustamente. Melhor exemplo ainda por demonstrar que socialista não pode ser uma palavra vã.


Acho que o Jorge ainda pode ir mais longe na solidariedade para com os emagrecidos contribuintes portugueses, meu caro João.
Mais longe? Parece-me uma boa ideia!

Asssim, sim.
Solidariedade feita com os seus próprios rendimentos, fica-lhe muito bem.
Quase que o sinto como qualquer um de nós.
Demorou, mas tomou a atitude que deveria ter tomado há muito.
Mas, mais vale tarde que nunca, já dizia o outro…
O outro era como ele. Ou não?
Ia dizer que Jorge Coelho estave muito bem, mas tal só é possível num país onde se continua alegremente a abusar e a assobiar para o lado como se nada fosse. Não foi Jorge Coelho que esteve bem, ele fez o que qualquer cidadão honesto faria. os outros é que estão mal. Era esperado que fizessem o mesmo.
Palpita-me que a iniciativa dele não foi especialmente espontânea.
São sempre empurrados e isso é que é triste.
Às tantas, foi mais um serviço público do DO.
Ja agora…
Devolver ao Estado o que a Motta Engil “ganhou” a mais nas PPP…Aí sim… é que merecia a Cruz D’ Honra de 1ª classe.
Não me fale em 1.ª classe que fico nervoso. Lembro-me logo do TGV!
João:
Num único post, conjugam-se dois bons exemplos: o primeiro, que lhe dá corpo, ao trazer-nos a boa notícia de que o socialista Jorge Coelho (decerto pressionado pelas notícias reveladas na comunicação, redes sociais e também por aqui), deixou de fazer filantropia por conta própria, com um dinheiro que, imoralmente, recebia dos impostos pagos por todos nós. É um exemplo que deverá ser seguido por todos aqueles que estiverem em idêntica situação.
O segundo, é este bom exemplo (que espero se torne numa boa prática) que aqui nos trouxeste ao denunciar algo que precisava de sê-lo e, seguidamente, ao ver-se corrigida essa situação pelo visado, publicares essa mesma circunstância. É algo que deve justamente ser feito para que não se diga que isto é apenas um local de maledicência e de bota-abaixo. Diz-se que está bem, quando está bem, diz-se que está mal, quando está mal.
Parabéns.
Tu é que estás de parabéns, Luís. Os teus impostos vão deixar de ir para esta subvenção.