Guy Fawkes que ficou para a história por esse e por outro motivo: a partir de então, gajo é "guy"
Será normal escrever assim numa crónica desportiva de um jornal diário?
Guy Fawkes que ficou para a história por esse e por outro motivo: a partir de então, gajo é "guy"
Será normal escrever assim numa crónica desportiva de um jornal diário?
Nem dá para acreditar, caro Sérgio. Algo de um misto de surrealismo com analfabetismo.
O Benfica realizou o melhor jogo da época e este senhor escreve aquilo. Infame, a descrição. E a do gajo é mesmo de um gajo qualquer que escrevinha. O Javi é soberbo e o aprendiz de feiticeiro escreve que não podia com o rabo… Um texto abaixo de zero, aliás dos 7 a 0.
Não é normal, é anormal.
Há uns anos largos conheci alguém – jornalista – que antes de ir para um jogo de futebol, o qual reportaria depois, deixava escrita na redacção cerca de 75% da prosa sobre esse mesmo jogo que iria ver horas depois. E o que deixava escrito? Tudo o que lhe vinha à cabeça! Era a inspiração de momento que mandava, os estados de alma, os amores, as emoções, as frustrações, qualquer coisa, todas as coisas. No final era só condimentar com os restantes 25% que faltavam e esses, por norma, diziam o essencial, ou quase, de tudo o que se tinha passado no rectângulo de jogo. Às vezes até inseria o resultado da partida, embora isso fosse facultativo, porque havia a ficha de jogo publicada ao lado. E era assim semana após semana. Eu vi, assisti, ninguém me contou. Foi há umas (poucas) dezenas de anos.
Esta crónica publicada no i poderia ter sido escrita pelo mesmo autor no caso atrás descrito. Para dar à estampa «aquilo», o autor nem necessitou de viajar até Liverpool, bastou ler uns coisitas, puxar pela imaginação, misturar uns quantos lugares comuns, anexar uns nomes de jogadores que estiveram em campo e pronto. Está feita uma obra surrealista, cuja maior glória futura será a menção que o Delito de Opinião fez dela aqui na blogosfera .