
António Sampaio da Nóvoa, então reitor da Universidade de Lisboa, tornou-se conhecido da população em geral após o seu discurso nas comemorações do 10 de Junho de 2012, no qual teceu incisivas críticas às políticas austeritárias então em curso, sob a governação do governo PSD/CDS. O renome que assim alcançou veio a induzir a sua candidatura às presidenciais de 2016, para a qual colheu o apoio explícito – ainda que apresentado de forma bastante sui generis – de António Costa e do PS.
Nesse contexto o artigo que ontem publicou no jornal “Público”, crítico não só das políticas que vêm sendo seguidas no sector da Educação mas também – e explicitamente – das políticas deste governo, nisso apoiando a contestação que a estas vêm opondo os professores, tem um significado muito especial. E até letal para o actual ministro da Educação. Até porque não o poderão reduzir a um qualquer oposicionista da (extrema-)direita ou a um mero apaniguado do célebre e eterno Mário Nogueira.
