Diz o nosso Luís M. Jorge no seu Vida Breve:
Com o passar dos anos tornamo-nos conservadores, não por razões filosóficas mas porque o progresso nos dói e já não nos traz boas notícias. Eu só queria a minha fruta, a minha prenda e a minha lampreia tal como eram quando eu era criança e o tempo ainda não existia. Mas sei que é pedir muito.
Na mouche.

Obrigado, Ivone: podia escrever mais sobre temas confessionais aqui no Delito, mas os blogs colectivos provocam-me certa timidez. Beijinhos.
Percebo-te perfeitamente, Luís. Mas estas linhas são de antologia, não podia deixá-las passar.
Pois então, quando são os outros a partilhar até me orgulho.
Tão na mouche que está em destaque na Homepage do SAPO, tab Radar 🙂
Nem mais!
Oh, então o link do sapo vem dai. Já lá foram quase 200 visitantes. Obrigado, Jonas.
Eu é que agradeço o post que diz aquilo que se eu tivesse jeito para escrever, gostaria de ter escrito 🙂
Bem, se continuar a mandar aos 200 tipos de cada vez prometo esmerar-me nas artes da telepatia. A chafarica hoje já vai com 1058 visitas. Vou começar a pôr publicidade.
Vai continuar destacado até amanhã por esta hora 🙂 É aproveitar 🙂
Na mouche ou na tal? Decidem!-se 😉
Este ainda não percebeu que ainda não há notícias boas.
Percebo muito bem o Luís. Também eu já sinto uma irreprimível nostalgia da lampreia. Não da lampreia de Dezembro, mas da outra. A de Janeiro.
Lol. Acreditas que ainda nunca a provei? Uma falha imperdoável. E morei muito perto de um restaurante lisboeta especializado na coisa.
Lampreia é um prato para devotos, Luís. Amas ou odeias, o meio termo é blasfémia. Eu já provei e não desgosto, mas lá está… é um desperdício “gastar-se” lampreia comigo, até porque é um pitéu mais caro do que marisco. E eu prefiro mil vezes uns bons lagostins.
Quanto ao post, que me esqueci de comentar: o diabo é quando o progresso já não nos entusiasma a não ser em relação à cura das nossas maleitas. E quando, como dizes, pedir as coisas mais simples é “pedir muito”. E o pior é que, mesmo que te dessem tudo isso agora, não saberia ao mesmo.
Lá está: eu sou devota, adoro, mas já não como faz tempo. Já “gastar-se” lagostins comigo é um desperdício.
Eu tenho um velho trauma com a lampreia, Ivone: passei 11 anos a comer mau leitão, que adoro, por causa dela. É uma história longa que um dia te conto.
😉
Leitão! Ora aí está outra excelente ideia. (tens de me contar …)
Só quando o leitãozinho é mesmo bébé, Ivone, enxutinho de gorduras, costelinhas alinhadas debaixo de uma pele tostada e muito crocante… (será que há por aí algum leitor da protectora dos animais? ‘Tou frita 🙂
Fica para o ano. O problema é que todos os anos digo isto.
Luís, acredita… não perdes nada!!! Mais te valera gastares-te pelo Tavares.
Oh, bons tempos. No sábado fui jantar ao Cantinho de São Pedro e já fiquei todo contente.
Mas ao menos o vinho era uma grande pomada.
Resta-nos sempre essa divina salvação 🙂 Mas eu jamais gastaria os meus €€ em grandes libações, não achas que soa um bocado a decadência do império? 😉
Sim, a decadência. Que maravilha.
como eram quando eu era criança e o tempo ainda não existia.
Que frase tão bonita, Sr.ª D. Ivone Costa!
Pena estar associada à lampreia, um animal tão cruelmente tratado na confeção colinária.
Terá de elogiar a frase ao autor, o Luís M. Jorge 🙂
Não se agaste: uns tratam mal a lampreia, outros tratam mal a culinária.
Há quem trate mal a “colinária” e quem trate pessimamente a ortografia…
O patrão nunca se enganei?
Desculpe, não reparei que a frase não era sua.
Não faça caso, eu estava só a brincar.