O espírito de outros natais by Luís M. Jorge


convite,

Diz o nosso Luís M. Jorge no seu Vida Breve:

 

Com o passar dos anos tornamo-nos conservadores, não por razões filosóficas mas porque o progresso nos dói e já não nos traz boas notícias. Eu só queria a minha fruta, a minha prenda e a minha lampreia tal como eram quando eu era criança e o tempo ainda não existia. Mas sei que é pedir muito.

 

Na mouche.

32 comentários em “O espírito de outros natais by Luís M. Jorge”

          1. Bem, se continuar a mandar aos 200 tipos de cada vez prometo esmerar-me nas artes da telepatia. A chafarica hoje já vai com 1058 visitas. Vou começar a pôr publicidade.

      1. Lampreia é um prato para devotos, Luís. Amas ou odeias, o meio termo é blasfémia. Eu já provei e não desgosto, mas lá está… é um desperdício “gastar-se” lampreia comigo, até porque é um pitéu mais caro do que marisco. E eu prefiro mil vezes uns bons lagostins.

        1. Quanto ao post, que me esqueci de comentar: o diabo é quando o progresso já não nos entusiasma a não ser em relação à cura das nossas maleitas. E quando, como dizes, pedir as coisas mais simples é “pedir muito”. E o pior é que, mesmo que te dessem tudo isso agora, não saberia ao mesmo.

          1. Eu tenho um velho trauma com a lampreia, Ivone: passei 11 anos a comer mau leitão, que adoro, por causa dela. É uma história longa que um dia te conto.
            😉

          2. Só quando o leitãozinho é mesmo bébé, Ivone, enxutinho de gorduras, costelinhas alinhadas debaixo de uma pele tostada e muito crocante… (será que há por aí algum leitor da protectora dos animais? ‘Tou frita 🙂

          1. Resta-nos sempre essa divina salvação 🙂 Mas eu jamais gastaria os meus €€ em grandes libações, não achas que soa um bocado a decadência do império? 😉

  1. como eram quando eu era criança e o tempo ainda não existia.

    Que frase tão bonita, Sr.ª D. Ivone Costa!

    Pena estar associada à lampreia, um animal tão cruelmente tratado na confeção colinária.

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