
Leio aqui que a “posição oficial do governo português” sobre a questão da Catalunha foi ditada pelo governo de Madrid, sendo a nossa declaração um simples copy paste do formulário enviado por esse governo. Andou tanta gente a lutar desde 1143 para termos um governo próprio e independente de Castela ou de Espanha para afinal estamos reduzidos a esta subserviência a Espanha em pleno séc. XXI. O nosso actual governo aceita pacificamente ter um ghost writer no governo de Madrid. Como bem dizia Eça de Queiroz, este governo não cai porque não é um edifício, mas há-de sair com benzina porque é uma nódoa.

Somos um “clone” de Madrid, nem Costa, nem Marcelo falam por suas cabeças com medo da UE.
Ainda bem que todos os outros países puxaram dos galões independentistas e produziram peças notáveis de originalidade a apoiar as pretensões do bando secessionista.
Os catalães que ponham os olhos no nosso governo e ganhem juízo enquanto é tempo.
Só numa ditadura dura morrem mais de 100 pessoas sem a demissão, por iniciativa própria, do governo . Ou desaparecem armas capazes de demolir prédios, não se sabendo se roubadas, ou se um dia existentes, e não se demite o ministro da defesa. Ou morrem instruendos nos Comandos e nada sucede.
Ministra da Defesa e chefe militar holandeses demitem-se após relatório de acidente
Em causa está uma acidente num treino que matou dois soldados e feriu um terceiro.
Ou ainda isto:
Parece-me evidente que neste caso, o Tribunal desrespeitou a Convenção de Istambul, que Portugal assinou, ratificou e implementou”, começa por afirmar à TSF Isabel Ventura, autora de uma tese de doutoramento onde analisou os discursos judiciais em casos de violência sexual.
E nada acontece!
Somos exemplares
Concordo totalmente com este post. Também escrevi há uns dias sobre o mesmo assunto no meu blogue.
qual é o interesse de Portugal de transformar a Espanha num caos? Espanha é um estado com qual Portugal desde há seculos mantem relações diplomáticas umas vezes boas outras vezes más…mas agora afirmarem que Portugal deve apoiar a destruição do Reino de Espanha é algo de absurdo…
afirmarem que Portugal deve apoiar a destruição do Reino de Espanha é algo de absurdo…
Sem dúvida que é.
Mas não se trata de não apoiar essa destruição. Trata-se de nada dizer quando não há a necessidade de dizer seja o que fôr.
Há muitos países por aí que já declararam a independência e Portugal não reconheceu essa independência. Mas não se deu ao trabalho, inútil, de vir declarar explicitamente que não o faria.
Portugal não tem nada que reconhecer a independência da Catalunha, neste momento. Mas também não tem nada que dizer que não o faz.
Uma vez que a Catalunha é, como Portugal diz, uma questão interna de Espanha, então Portugal não tem nada que tomar posição sobre essa questão interna.
Desde a Crise de 1383–1385, passando pela Maçonaria Do Grande Oriente e pelos Iberistas do séc XIX , parte considerável da intelectualidade sempre foi contra/ traiu os interesses de Portugal. Sempre teve vergonha de ser português. A independência devemo -la ao povo
as independências do rectângulo foram erros
fui sempre favorável à Federação Ibérica
prefiro Rajoy ao zonbie antónio das mortes
El País
El expresidente de la Generalitat Carles Puigdemont viajó a Bruselas desde Marsella (Francia) acompañado por cinco exconsejeros de su Gobierno, ha informado Efe. Puigdemont y los exmiembros de su Ejecutivo se dirigieron en coche desde Cataluña a Marsella y, una vez en esta ciudad, tomaron un vuelo con destino a la capital de Bélgica. Los cinco exconsejeros que acompañan a Puigdemont son Meritxell Borràs, del PDeCAT (que ocupaba la cartera de Gobernación); Antoni Comín, de ERC (Salud); Joaquim Forn, del PDeCAT (Interior); Dolors Bassa, de ERC (Trabajo y Asuntos Sociales), y Meritxell Serret, de ERC (Agricultura, Ganadería, Pesca y Alimentación). El viaje se ha conocido apenas unas horas después de que el fiscal general del Estado, José Manuel Maza, haya anunciado una querella contra Puigdemont y todos los exmiembros del Govern por los delitos de rebelión, sedición y malversación.
cagaram-se nas ciroilas
Se o Eça foi pilhado para corroborar apontamentos de falta de coerência alheia, o exemplo não poderia ser pior.
O “vencido da vida” fazia da caricatura de Portugal e dos Portugueses a sua mania pessoal, mas não se coibiu de viver do erário público desse Estado pago pelos Portugueses.
A acrescentar a essa granítica coerência do finíssimo José Maria há o seu crepuscular quietismo em relação a uma Monarquia já nas vascas da agonia. Enfim…