Numa reunião do comité central do Syriza, o presidente desse partido Alexis Tsipras, afirmou o seguinte: “Descobrimos um eixo de poderes liderado pelos governos de Espanha e de Portugal que, por motivos políticos óbvios, tentou levar a Grécia para o lado, para o abismo durante todas as negociações“. E acrescentou que “o plano deles era e é desgastar-nos, derrubar o nosso governo ou levar o nosso Executivo a uma rendição incondicional antes que o nosso trabalho comece a dar frutos e que o exemplo da Grécia afecte outros países, sobretudo antes das eleições em Espanha“. Trata-se de liguagem tipicamente partidária, para consumo interno do Syriza, mas que não deixa de ter um fundo de verdade. Afinal de contas não foi a imprensa alemã que noticiou que Maria Luís Albuquerque tinha pedido a Schaeuble para ser duro em relação à Grécia?
Portugal e Espanha ficaram obviamente ofendidíssimos com as acusações de Alexis Tsipras. E para assegurar que não formam eixo nenhum, resolveram enviar um protesto conjunto em carta assinada por ambos — importam-se de repetir? — destinada aos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk. Presumo assim que estejam cortadas as relações diplomáticas com a Grécia, pois caso contrário seria de esperar que o protesto fosse enviado por via diplomática a este país. Claro que é altamente original governos protestarem por declarações feitas num encontro partidário, mas a confusão é tanta que já ninguém conhece as regras.
Em qualquer caso, esta reacção conjunta demonstra claramente que afinal Tsipras estava cheio de razão. Há, de facto, presentemente um eixo Espanha-Portugal. O que demonstra a falta que estão a fazer as comemorações do 1º de Dezembro no nosso país.

Obrigado camarada José Manuel Prazeres, por este poste.
Tua
Catarina
Gostaria de deixar aqui algumas entrevistas a Stuart Holland:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=1&did=179575
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=26&did=179581
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=26&did=179578
E sim, o governo português, Espanhol e alguns ministros franceses estiveram horrendos nestas negociações com a Grécia.
Estes tipos não podem continuar em roda livre. Espero que António Costa saiba interpretar os sinais dos tempos e seja capaz de se penitenciar relativamente à falta de lealdade para com Seguro e inverta o sentido de sua postura.
Os tempos que vivemos, Costa, não estão para salamaleques e sentidos de estado. O Estado e a Nação são as pessoas. Volta-te para elas e não para a imagem! São elas a imagem da pobreza, do desespero, do assalto, do holocausto e dos sacrifícios, como bodes no altar dos mercados.
O (por enquanto), 1º ministro grego, não precisa da ajuda dos governos de Portugal e Espanha para cair de podre; ele próprio se está a encarregar disso mesmo.
A “notícia” da carta que refere, tem origem numa “fonte” do governo espanhol, o que é sempre muito vago. Mas o governo português (sem fonte) já desmentiu essa carta, não é preciso repetir.
Depois do que se tem passado, continuo sem entender este fascínio pela dupla de politicos mais medíocre que apareceu na Europa nos últimos anos: Tsipras/ Varoufakis.
Como é que será a tradução para grego do velho ditado português: “não é com vinagre que se apanham moscas”?
Tal como é original que discursos partidários de um pequeno países distante das fronteiras de Portugal seja o tema de abertura dos principais telejornais nacionais… cada País tem os políticos que merece e penso cada vez mais que Portugal talvez não mereça melhor e temo que até talvez aspire a pior.
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O Tsipras está entalado. Na Grécia já começaram as manifestações anti-governo a exigir o cumprimento das promessas eleitorais. Que se preocupe em cumprir essas mesmas promessas eleitorais com que enganou os gregos e que se deixe de desculpas. Foi para isso que foi eleito!
Mais um texto de um socialista, keynesiano, inflacionista e que pelos vistso se está nas tintas para o calote que os Gregos já nos deram.
O primeiro ministro grego tem toda a razão. Portugal, está extremamente mal representado cá dentro e lá fora. Vergonha das vergonhas. Já chega de envergonharem os portugueses e nos deixarem pelas ruas da amargura, na solidariedade com os outros. Tudo isto porque vêm aí eleições e como têm medo do sucesso do syriza, começam a travar o mais que podem, para que estes não tenham sucesso. Vergonhoso!…..
Mais um post brilhante.
Do mais ridículo ver um primeiro-ministro responder nessa qualidade a uma declaração de um dirigente partidário estrangeiro.
Está bom de ver que não é indiferente para Passos Coelho e Mariano Rajoy o êxito ou fracasso do actual governo grego. Aliás, estão torcendo para que dê errado, pois as suas barbas já começam a arder com a aproximação das eleições.
Gostei especialmente do comentário em Chinês, que é o que tudo isto é, uma grande chinesice (acho que esta palavra não existe, acabei de a inventar!).
Mas estou de acordo com o facto de, lembrar o 1 de Dezembro, fazer muita falta, e governantes sinceros também fazem muita falta, mas esses acho que nunca os iremos ter.
Lembrem-se que aquilo que hoje mais se despreza, a nossa História e aquilo que os nossos antepassados nos deixaram, ainda é o que de melhor temos, valentes guerreiros, lutadores, construtores de grandes monumentos que hoje trazem ao país milhares de turistas, enfim, poderia continuar por aqui fora, mas acho que não adianta muito.
Acho que o post vale pela lembrança da História que foi, até parece que Portugal e Espanha estão a viver novamente os dias em que celebraram o “Tratado de Tordesilhas” e dividiram o mundo entre os dois.
Hilariante!
relativamente as virgens terem reagido em conjunto, também o ouvi nas noticias. Mas mais para a noite, as noticias já diziam que tal reaçao em conjunto nao se tinha efectivado. Nao que este esclarecimento importe, mas pronto, aqui fica. E se amanha mais noticias voltarem a repetir que o “conjunto” aconteceu mesmo, tudo bem, tasse.
Mas afinal porque é que se passa tanto tempo a falar da Grécia ?somos gregos ou portugueses? Será também que não se pode ter opinião ?já morreu muita gente para que as opiniões fossem livres
Se se sente tão mal em Portugal e gosta tanto da Grécia, porque não vai viver para lá. Portugal agrdece. Afinal, um pouco menos de ruído só nos faria bem à saude.