Na rua, de microfone em punho e cameraman no seu encalço, a repórter apanha Pedro Passos Coelho e indaga sobre a sua posição face às declarações do Presidente em relação à proposta de Orçamento do Estado. O primeiro-ministro explica calmamente que não vale a pena esperar-se que venha a alimentar quaisquer polémicas nestas circunstâncias, agradece e afasta-se.
Em conformidade com as bacoquices habituais, a repórter vira-se para a câmara e tenta repetir as palavras proferidas por Passos Coelho no momento anterior, não vá dar-se o caso de nós não termos o dom dela para perceber as coisas que nos são ditas. E a repórter acrescenta, a terminar: “Portanto, Passos Coelho a não querer responder directamente a Cavaco.“
Ficámos todos a saber que, se o primeiro-ministro quiser responder em directo ao Presidente, deve fazê-lo directamente através daquela repórter. De outro modo, será sempre um disparate, não é?

Só à chapada. 😉 😛
Ainda digo mais: só à chapada.
Ora aí está.
A fé jornalística, a sua crença. Sem recurso. Decidiu na sua mente. E disse. Sem regra de lógica, daquela que Aristóteles descrevia…
O cidadão hoje em dia tem ainda que estar mais atento, muito mais…
Mas os politicos bem poderiam acabar com as conferências de imprensa vão de escada…dizendo “não falarei aqui”.
Bem… Sabe quanto ganha um jovem jornalista estagiário em trabalho precário e durante quanto tempo?