O Diário de Notícias


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O histórico Diário de Notícias publica hoje um texto apelando aos suicídios de Trump e de Bolsonaro, bastante parecido com um outro do  mesmo autor (o brasileiro Ruy Castro) publicado no Folha de São Paulo.

É interessante ler isso e ir até ao estatuto editorial do jornal. No qual reclama o DN ser “jornal de referência com responsabilidades na formação da opinião pública dirigente“, constituindo-se como “um traço de união entre todos os portugueses, independentemente das suas opiniões políticas ou crenças religiosas, desempenhando um papel moderador dos conflitos que se manifestam na sociedade portuguesa“. E seguindo essa tarefa “sem prejuízo da sua vivacidade jornalística”  consciente que “o exercício dos direitos de liberdade de expressão e informação «não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura», entendendo-se por censura a sonegação ilícita de informações, por razões políticas ou outras, e não a necessária e legítima seleção de notícias e artigos de opinião“.

E é neste quadro deontológico que a sua direcção manda publicar apelos à morte de estadistas estrangeiros. Peculiar abordagem. Enfim, que a clientela do jornal lhe faça bom uso.

15 comentários em “O Diário de Notícias”

  1. No fundo não muito diferente de outros “apelos” que se publicam em toda a comunicação social, a diferença estará apenas nos alvos. Estamos habituados ao longo dos anos a ver sempre os mesmos alvos que quando estes mudam estranhamos e aí já invocamos o estatuto editorial ou até mesmo a Constituição e o “traço de união entre todos os portugueses, independentemente das suas opiniões políticas ou crenças religiosas, desempenhando um papel moderador dos conflitos que se manifestam na sociedade portuguesa” ou “o exercício dos direitos de liberdade de expressão e informação «não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura», entendendo-se por censura a sonegação ilícita de informações, por razões políticas ou outras, e não a necessária e legítima seleção de notícias e artigos de opinião”.
    Para que fique claro acho estúpido tal artigo do DN, mas esta linha editorial não surgiu agora, há muitos anos que formata a opinião pública desta e outras formas abjectas. Não chamem a isto jornalismo, este está morto e enterrado, o que existe é apenas jornalixo que aplaudimos ou invectivamos consoante o quadrante em que nos situamos.

    1. Não. Há bom jornalismo, há mediano jornalismo, há medíocre jornalismo. E por haver essa diversidade é que de quando em vez nos espantamos (ou até nos indignamos) com algumas coisas que vemos, lemos, ouvimos. E por isso este postal – raisparta, o que é isto?!

  2. Caro “jpt”, a este ritmo, V. ainda vai ultrapassar a popularidade do seu “camarada” (salvo seja porque não pretendo insultar nenhum dos dois “autores”) PC…
    «um texto apelando aos suicídios de Trump e de Bolsonaro»? A sério “jpt”?
    Sei que terceiros podem levar alguns ao suicídio e a situação é tão grave que até é alvo de repressão jurídica pesada. Mas isso não é “apelar” e muito menos «apelos à morte de estadistas estrangeiros». Imaginar o Ruy Castro culpado de ter levado o Trump e/ou o Bolsonaro ao suicídio nem na maior pesadelar “trip” anfetamínica (ou kafkiana) julgo até ser possível. Como me elucidou um dos habitués, a propósito de um “post” do PC: é tudo ironia… sarcasmos, zombaria – não é para levar a sério!

  3. Em termos de dignidade deontológica , qualquer ser humano normal prefere a Fábrica de Papel Renova ao DN…

    jsp.

  4. Se Mamadou Ba deseja a morte do homem branco e como recompensa tem um subsídio público, através do Doc Lisboa, para fazer um filme, onde continua com os mesmos apelos, se calhar a direção do DN tentou ver se após este artigo, lhe cai mais alguma coisa nos cofres depauperados.

  5. Pode ser coincidência para quem nelas acredita mas o D.O. acolheu recentemente um jornalista do DN (e da TV da Cristina) cujo primeiro postal foi um pensamento da semana que, numa busca Google, me foi parar a uma conta do Pintarest do Brasil, como escrevi em
    https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/donald-trumpa-12227629?thread=98532397#t98532397
    Como resposta tive o silêncio em relação a dois pontos, uma má interpretação (ou deturpação) e um dislate em relação aos outros dois; o resto, foi um “ad hominem” meio rufia. Repliquei, sem linguagem ofensiva, apontado os silêncios, repondo a interpretação correcta e demonstrando o dislate. A réplica não foi publicada.
    Entretanto, respondi a um comentador, mencionando que a sua dúvida estava explicada num comentário que foi censurado. E nem essa resposta foi publicada, certamente por mencionar o comentário censurado.
    Pois será coincidência, para quem nelas acredita. Eu, que não acredito, só me surpreendo por ainda não o ter visto nomeado assessor de imprensa ou, talvez até melhor, consultor das procuradoras Andrea Marques e Fernanda Pêgo.

    1. eu aprovei o comentário sem o ter lido mas … francamente, se quer resmungar comigo resmungue, se quer resmungar com outros resmungue nos postais dos outros. Entretanto ensino-o – aproveite, que eu não duro sempre – que isto é um blog, não é um jornal onde os leitores resmungarão por terem ou não sido publicados, por o provedor do leitor isto ou aquilo. É um blog, uma coisa privada, sem responsabilidade social (ainda que tenha criminal se fizermos calúnias, mas isso é outra coisa), gratuita, voluntária. Ou seja, aceitam-se comentários, responde-se a comentários, como muito bem nos dá na cabeça e “pronto(s)…” Mas acima de tudo (e repito-me): quer resmungar comigo? faça-o. Quer resmunngar com outrem? faça-o nos postais respectivos.

      1. Sei bem que foi errado utilizar o seu postal para criticar um terceiro.E agradeço-lhe ter publicado, tanto mais que, com toda a franqueza, se fosse eu muito provavelmente não o faria.
        Em minha defesa, apenas quero dizer que decidi deixar de intervir no D.O. e que, não sendo possível fazê-lo no postal respectivo, quiz deixar publicado o motivo da decisão. Sei que nada afecta o DO, pouco ou nada interessa aos intervenientes, mas para mim era importante.

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