![800[1].jpg 800[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/20871969_yIFZW.jpeg)
A mansão arrendada por Puigdemont em Waterloo
A política vive muito de símbolos, como sabemos. Que o líder separatista catalão, Carles Puigdemont, tenha escolhido Waterloo como local de residência desde que trocou Barcelona pela Bélgica, diz muito do seu pensamento estratégico. E da sua capacidade para eleger locais associados a derrotas históricas, interligando-os implicitamente ao separatismo ilegal em Espanha, de que ele é ainda o rosto supremo.
Alguém deve estar já em campo para lhe escolher os próximos poisos nesta peregrinatio ad local infecta.
Não custa adivinhar o que vai seguir-se. Primeiro Elba, depois Santa Helena.

Waterloo não está associado a uma derrota histórica mas sim a uma vitória histórica. Foi o local onde a Inglaterra e a Prússia livres derrotaram a tirania napoleónica. Não foi?
É tudo uma questão de ponto de vista…
Pois claro. Qualquer pessoa associa Waterloo a uma vitória.
Dos Abba, no Eurofestival de 1974.
Eu pensava que tinha sido com o “Fernando”!!
O Fernando veio depois. E venceu o Euro 2016 em França.
Que raio tem o Pedro contra Waterloo? Waterloo é uma cidadezinha da Flandres, ao sul mas muito próximo de Bruxelas. É uma cidade onde vivem pessoas e onde passa uma linha de caminho-de-ferro local. Essas pessoas têm o direito de não serem associadas a nenhuma derrota nem nenhuma vitória – trata-se de pessoas normais, que moram numa cidade normal.
Puigdemont, que não fala uma palavra de flamengo, escolheu Waterloo para o seu “exílio”.
É preciso não conhecer minimamente a Bélgica para cometer esta burrice. Mais uma, a somar às outras.
Eu não sei que línguas Puigdemont fala mas, se falar inglês, isso será mais que suficiente para falar com os flamengos.
Está hoje em dia bastante espalhada em Portugal a ideia de que só devemos emigrar para um país cuja língua conhecemos. É uma ideia bastante disparatada. Eu próprio emigrei para a Alemanha sem saber duas palavras de alemão, e não me dei mal com isso – aprendi lá.
Ele tem tentado falar com os flamengos… em francês. Com manifesto insucesso.
Mais valia falar-lhes em castelhano.
Acontece que eu disse um erro e o Pedro, em vez de me corrigir, aceitou o meu erro: Waterloo não fica na Flandres, fica na Valónia (i.e. a língua oficial no concelho é o francês), embora se situe mesmo na fronteira com a Flandres.
Isso nem parece seu. Tem de passar a consultar a wikipédia com mais atenção.
Ahahah … nada que não seja coerente com a dinâmica, atitude, “boneco”, na verdade com o “conjunto da obra” mostrado até aqui.
Tem tudo a ver. Não tarda muito, ei-lo exilado em Santa Helena.
Pedro, não sei porque o meu post saiu ” Anónimo, 17,39″, sorry … Fatima MP
O LL está enganado : pessoa dotada de sólido bom-senso , “three-pieces-suit” e ar cosmopolita informa-me que Waterloo é uma estação ferroviária londrina.
Eu que, como o Gouvarinho, nem fui a Badajoz, acredito piamente…
JSP
Waterloo é, sobretudo, uma importante cidade do Ontário, no Canadá.
Ora aí está uma excelente sugestão. O otário que se mude para lá.
Quem foi derrotado em Waterloo foi alguém que queria unir a Europa. À força.
À forca ou à guilhotina?
Já me pôs a trautear , Pedro
At Waterloo Napoleon did surrender
Oh yeah
And he has met his destiny in quite a similar way
The history book on the shelf
Is always repeating itself”…
Puigdemont, ao que consta, gosta de cantar isso no duche, Dulce. Em catalão…
Espero viver para ver o dia em que os separatismos de todos os países sejam vistos como legais. Não pelo separatismo em si (nestas coisas defendo que nem para lá nem para cá, é no Marão que mandam os que lá estão), mas pelo reconhecimento de legalidade a todas as manifestações contra um qualquer regime.
Nesse dia, George Washington passará a ser louvado em Inglaterra, e os que reclamam contra a independência das antigas colónias portuguesas certamente expurgarão as suas diatribes em actos de contrição absoluta.
Será um dia de festa, um dia de suprema razoabilidade, em que todos concordarão com todos e os deuses sorrirão.
Até lá fica-me a dúvida: é só a independência da Catalunha que é ilegal, ou a de Taiwan também merece a mesma leitura?
A mim chateia-me a dependência de Portugal; mas gosto sempre de ouvir opiniões sobre as independências dos outros…