
Ontem o líder do CDS deitou o Governo abaixo. Hoje o seu partido mandata-o para negociar a continuação do CDS no Governo e os Ministros centristas continuam nos seus cargos. Parece uma cena de ópera bufa. O CDS morreu como partido político, às mãos de Passos Coelho. Não por acaso, este avisou que vai descobrir uma nova forma de executar o Governo. Deve ser esta.

Os acontecimentos revelam que quem possui sanidade neste país é o povo, todos nós, de contrário, em outro país, estes rapazes estariam a ser fuzilados como nos mostra a imagem aqui postada.
Mas há uma dita elite que os acompanha nesta loucura, refiro-me obviamente a certos comentadores.
Escuto todos eles dizer, em particular alguns afectos ao PSD e CDS/PP, que seria loucura o PR convocar eleições no quadro político, económico e financeiro em que se encontra a nação e a europa (porque não referir o mundo, com excepção, ainda, para a China e Rússia?). E lá vão debitando, quais donas de casa responsáveis pelas finanças da família, que produzimos x e só podemos gastar y e rebéubéubéu pardais ao ninho.
Acontece que estes pórceres não entendem que um país não é uma pequena família onde em caso de perda de rendimentos não afectam a estabilidade do todo, e podem sempre contar com apoios familiares e/ou de outras fontes sem que sua situação afete o geral.
O que se passa com Portugal efectivamente afecta o geral internamente e o geral externamente. Mas as políticas que têm sido impostas e conduzidas por ignorantes, incompetentes e irresponsáveis pretendem que essa afectação se imponha a um povo que vê completamente afectada a sua parca estrutura económica e social por subjugação a um clube financeiro que também fala português.
Dito isto, as contas económicas que se pretende seja gerida segundo e seguindo o modelo da mulher-a-dias não se aplicam conforme nos querem demonstrar.
Mas mais surprendido fico por não encontrar a seguinte resposta: se todos vós andais descontentes e dizeis que sois afectados pela absurda, incompetente e ignorante trajectória política existente, então, onde beneficiais – e com quem – com tudo isto? Não me digais que andais com pena de nós, o povo que vós pensais não pertencer-lhe?
Por último, concluo com uma breve parábola para traduzir o que está a acontecer:
um dia um escorpião encontrou-se com uma pequena rã à beira de um lago.
Disse o escorpião à rã:
rãzinha, podes fazer o favor de me carregares desta margem do lago para a outra, pois não sei nadar?
Rã
Não posso, escorpião, pois tu tens um esporão e podes com ele injectar veneno em mim e eu morro.
Escorpião
Ó rãzinha, então não vês que se me carregares às costas e eu proceder desse modo vamos os dois morrer, pois não sei nadar.
Rã
Tens razão escorpião, ora vem lá daí, sobe para minhas costas, e eu transporto-te para onde quiseres.
Lá foram os dois e chegando a meio do lago o escorpião ferra o esporão e ambos morrem.
Rsumo desta estorieta: Não vale a pena contrariar a natureza. Se o escorpião tem ferrão é mesmo para aferroar, nem que isso o prejudique.
Senhor Presidente, mostre que o é de todos os portugueses.
Quanto aos planos de Passos… por que é que não considera antes seppuku, em vez de execução? Até podia pedir a assistência a Portas, assim de repente parece-me o assistente perfeito para o golpe de misericórdia.