«Perante o inevitável aumento de impostos, há quem defenda que Passos Coelho deve negociar o orçamento forçando o governo a também cortar na despesa (Camilo Lourenço, por exemplo). É incrível como a memória é curta. Isso foi o que foi negociado há menos de 6 meses. O governo não cumpriu.»
O dedo na ferida
jmmcc,

O dedo? É mais o braço inteiro na ferida, depois de o mergulhar num balde de álcool. Mas o Governo, com Sócrates à cabeça, não vive na realidade.
É isso, John.
Ainda ninguém me explicou, e gostava que me explicassem, que raio de obrigação é que tem a oposição (PSD, ou outro) de aprovar um orçamento do Governo.
Ainda que não concorde com o conteúdo do mesmo.
E não me venham com a treta do interesse nacional.
Um desses conceitos bestiais, como o desígnio nacional, que ninguém ainda definiu, mas que dão para tudo.
Quando os portugueses escolheram esta composição da Assembleia, julgo eu, deixaram claro que queriam que houvesse entendimento entre os partidos.
Que não queriam que um só partido ditasse as regras do jogo.
Os partidos da oposição, PSD ou outro(s), se não concordam com as propostas orçamentais do Governo, têm a obrigação de as chumbar.
Foi esse o mandato que lhes foi conferido e que devem cumprir escrupulosamente.
Independentemente de recados que venham de outros quadrantes.
Pois. Mas Portugal está cheio de especificidades…