
Mais uma vez se verifica que são sempre os munícipes a pagar os custos da irresponsabilidade financeira dos municípios, sendo que qualquer pretexto serve para inventar taxas que não correspondem à contrapartida de qualquer serviço público prestado, e que por isso não passam de impostos encapotados. Um exemplo típico é a protecção civil, que é uma função geral do Estado, e que por isso já é paga nos impostos, não podendo servir de pretexto ao lançamento de taxas. Depois de Portimão já ter adoptado esta estratégia, com justo repúdio por parte da população, agora é a Câmara de Lisboa que vem mais uma vez ao bolso dos munícipes. Não deixa de ser curioso que essa taxa seja anunciada no dia em que as chuvas voltaram a causar estragos na capital, mostrando afinal para que serve a célebre taxa de conservação de esgotos, que nos últimos anos tem crescido em progressão geométrica.
Com isto António Costa confirma o que já tínhamos salientado. A sua estratégia é a de subida contínua dos impostos, sendo que neste âmbito o céu é o limite, mesmo quando gere uma Câmara que recebeu do Estado verbas colossais pelos terrenos do aeroporto. E por isso vai inventando sucessivamente novas receitas, mesmo que seja para as meter em projectos ruinosos, como o de adquirir as empresas de transportes. Isto transposto para a gestão do país fará o “enorme aumento de impostos” de Vítor Gaspar parecer uma brincadeira de crianças, mesmo que os impostos sejam apelidados convenientemente de “taxas” ou “taxinhas”, na imortal expressão de Pires de Lima. O drama é que a inépcia total do governo e da maioria que o suporta vai dar a António Costa a oportunidade para castigar todos os portugueses da forma como está a castigar os lisboetas.

Apreciei especialmente a culpabilização do governo pelas taxas e taxinhas do Costa. Essa não lembrava ao careca.
Fim da Cidadania Infantil!
Votar em políticos… sim mas… votar não é passar um ‘cheque em branco’! “]
—>>> OS POLÍTICOS QUE APRESENTEM IDEIAS/PROPOSTAS (DE FORMA TRANSPARENTE) QUE PODERÃO SER, OU NÃO, VETADAS POR QUEM PAGA (vulgo contribuinte).
[ver blog = “http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/
Leia-se: os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos… só que depois… a ‘coisa’ terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
-> Resumindo: deve existir o DIREITO AO VETO de quem paga!!!
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P.S.
O contribuinte agradece que sejam apresentadas propostas/sugestões que possibilitem uma melhor gestão/rentabilização dos recursos disponíveis… ou seja: em vez de propostas de despesas/endividamentos/aumentos… apresentem propostas de orçamentos!
Pergunto ao Futuro Primeiro Ministro da Nação
Doutor Costa Taxá
Excelência
…” Se um passageiro desembarcar no aeroporto de Lisboa em transito para Coimbra, tem de pagar a taxinha de turismo?
Obrigado por esta nova obrigação.
E o SPD faz parte desse governo?
http://economico.sapo.pt/noticias/aleman ha-pondera-privatizacao-de-correios-tele comunicacoes-e-comboios_205789.html
O mesmo António Costa que tinha garantido em Julho de 2013, aquando da campanha autárquica que não aplicaria tais taxas. Já sabemos o que nos espera.
Pergunta no ar… Isto é constitucional? A taxa pelo Aeroporto, digo. Bota descriminação em cima, desde quando um aeroporto é usufruto de uma só cidade?
Alguém me sabe responder?
“O drama é que a inépcia total do governo e da maioria que o suporta vai dar a António Costa a oportunidade para castigar todos os portugueses da forma como está a castigar os lisboetas.”
Que grande frase, Luís. É daquelas que leio e penso: quem me dera ter escrito isto.
A tragédia é ser tão verdadeira.
…e quando se aponta para a lua mais uma vez os imbecis só vislumbram o dedinho. Para Prof. de Direito o caríssimo apresenta uma vislumbrável ignorância….faça lá umas continhas (bem sei que não será o seu forte, mas olhe peça ajuda) e vislumbre lá se a nossa capita está para lá ou para cá do “aguenta, aguenta”? E vá lá não seja assim vituperiano…..vá a Berlim de que tanto gosta e veja o que paga….depois conversamos. Um cumprimento afável.