
Parte da intelectualidade nacional defende que uma publicação de Madonna no Instagram faz mais por Lisboa do que mil estrangeiros anónimos que venham para cá viver. Tanto assim é que a mais recente entrevista à cantora, publicada na Vogue italiana, valerá bem os lugares de estacionamento que lhe foram atribuídos pelo município da capital. Pois bem, nessa entrevista Madonna diz que Lisboa se assemelha a Cuba e que Portugal “é governado por três ‘Fs’: Fado, Futebol e Fátima”. De facto, publicidade desta não tem preço. E a culpa não é de Madonna.

1º é bem feito, quem rasteja sempre alcança.
2º é merecido, somos isso mais o p de pedrógão
3º vá lá, ó fadista de terceira, Cuba sempre é um bocado mais suja, pobre e feia.
O caso numa frase: “quem rasteja sempre alcança”. Muito bem.
Obrigada Sra. Madonna por dar a conhecer ao Mundo
o Fado , Fátima e o futebol português.
Antes da sua chegada vivíamos nas trevas e isolados do resto
do Planeta. O estacionamento de 15 viaturas graciosamente disponibilizado
a preço de saldo é o mínimo que a câmara de Lisboa lhe pode oferecer
perante tamanha generosidade.
Há um português – conhecido por ser provinciano, ter voz de velha, e lidar mal com o pluralismo democrático – que deve estar a rebolar no caixão de tanto rir.
Estou ainda fora do caixão e não tenho voz de velha ,

tenho dias que me farto de rir e outros em que gente como
esta Madonna me irritam ao mais alto ponto.
O que esta criatura anda a fazer é para aparecer a todo o custo nos
jornais para que obviamente falem dela , e aproveitar o máximo dos
parolos que lhe dão crédito. Como sempre foi vulgar e escandalosa
em breve veremos como irão lidar os parolos com os escândalos que
sempre acompanharam as promoções dos seus novos discos.
Os escândalos e a vulgaridade são uma segunda pele desta ” has – been “.
( o que mais aprecio no pluralismo democrático é a liberdade de expressão) .
Oxalá Portugal venha a ter um tipo de Turismo idêntico ao de Cuba. Até teríamos um superávit.
Depois vejamos: Os canais de notícias. inundados de bola. Fátima é atrás de Lourdes e Roma o mais importante local de culto cristão. E o Fado, a nossa maior exportação musical – ex: Mariza, Ana Moura, Carminho, Amália
E o heavy metal também, com os Moonspell.
Isto é, oxalá nos possamos comparar a Cuba. Ficou claro.
Não foi isso que disse
… and god bless america!
E a Cuba da Europa, já agora.
O que é a Cuba da Europa? Portugal mais parece o Haiti da Europa.
Eternos Dâmasos Salcedes…
Também me parece. Há coisas de que nunca nos libertaremos.
Isso mesmo. O problema não está na artista, mas sim nos artistas deslumbrados.
Como era de prever repete apenas o sound-byte que ouviu num taxi qualquer, onde um idiota ao volante balbuciou as banalidades do costume sobre Portugal (admito que as televisões, o Benfica e aquela carripana reles com Fado aos berros na Rua do Carmo não ajuda a dar outra ideia da coisa). Estamos cheios de péssimos embaixadores. Isso é que é atávico e a culpa é nossa.
Não são os embaixadores que temos, mas aqueles que escolhemos.
E o que ela diz, se for isso que ela diz, são inverdades? Ou custa ouvir, porque presumimos de modernos?
Não sei. Pergunte a quem vê em Madonna (e na sua vinda para Portugal) um sinal inequívoco da modernidade cosmopolita da pátria.
Uma criatura ignorante que diz que Portugal inventou a escravatura não merece grande crédito — e muito menos adulação imbecil à maneira das redes sociais. Faz lembrar o estúpido do Caetano Veloso que disse que preferia que o Brasil tivesse sido colonizado por holandeses e por cá correm todos a ver os concertos de merda daquela besta arrogante. Toda a gente sabe porque razão o Brasil é como é, não é preciso inventar desculpas idiotas.
Esse disse pior ainda, recordo, se a memória não me falha: “o pior que aconteceu ao Brasil foi Portugal”.
E não foi?
Ponha-se no lugar deles e responda:
Foi bom para eles o que nós fizemos?
E o que é que nós fizemos? Levar até lá a civilização? Investir em infraestruturas, criar instituições, levantar cidades? Fizemos tudo bem? Óbvio que não. Se fossem outros tem a certeza que seria diferente?
Devolvo a pergunta e ponha-se no seu lugar: acredita que o pior que aconteceu a Portugal foram os os celtas, os visigodos, os fenícios, os romanos, os árabes ou os espanhóis?
Tire a pala dos olhos do politicamente correcto e ponha o cérebro a trabalhar. Verá que não custa nada.