
«Não visito mortos no cemitério. Não é preciso. Eles caminham comigo, como dizia o poeta José Gomes Ferreira.
Há um delirante filme de Jim Jarmusch em que se brinca com coisas sérias. O cantor country Sturgill Simpson, a interpretar a canção-tema, diz-nos que os mortos são fantasmas dentro de um sonho, uma vida que já não possuímos.
«A pessoa preparar-se para a morte é a grande finalidade da vida», li um dia numa crónica de Victor Cunha Rego.
Morre-se de tanta coisa. Até de amor, como o King Kong, no último andar do Empire State Building, segundo um poema do Eduardo Guerra Carneiro.»
Do nosso leitor Orlando Tavares. A propósito deste meu texto.
