
«Aqui há anos levei a minha filha mais nova a conhecer a Berlenga, cumprindo promessa adiada algumas vezes.
Ficámos no já velhinho Mar e Sol, alojamento simples e suficiente, demos as voltas todas necessárias e ao fim da tarde, enquanto se bebia algo na esplanada, vejo encostar um barquito, com canas de pesca aparelhadas e donde sai um sujeito com uma geleira de bom tamanho, que sobe para o restaurante do alojamento; fui atrás e a primeira peça a sair foi uma dourada, dos seus 2,5kgs… ficou logo reservada para o jantar, grelhada, simples, apenas com uns legumes cozidos e sem necessidade de qualquer outro tempero, salvo um punhado de sal.
Juntamente com um pargo cozido, anos antes, no Baleal, um robalo em Santa Cruz e um bodião em Milfontes, este o ano passado, tudo devidamente grelhado, foram as quatro ocasiões em que me lembro de comer os melhores peixes das minha vida.
O robalo em Santa Cruz, com bem perto de 3,5 kgs, foi apanhado por mim em caça submarina, há muitos anos, junto à velha pedra conhecida por Perceveira, depois de muito esperar a melhor ocasião para o “tiro”, tendo saído da água enregelado mas eufórico.»
Do nosso leitor Fernando Antolin. A propósito deste meu texto.
