O comentário da semana


Pedro Correia,

«Faz-me confusão discutir-se a eutanásia quando as insuficiências no Serviço Nacional de Saúde são cada vez mais frequentes e graves. Conheço o interior (a parte do território nacional a 200km do litoral) e o seu abandono. Em Beja há um cardiologista (ou havia, até há pouco tempo). O Hospital Distrital esteve um mês sem TAC. Em Lisboa tenho um amigo que se viu obrigado a recorrer ao privado para uma ecografia tiroideia, porque o hospital público, onde fazia questão de ser seguido, não a conseguia realizar dentro de um prazo aceitável (não era urgente, embora com uma tiroidite /hipotiroidismo dificilmente alguém consiga trabalhar). Coisas básicas.»

 

Do nosso leitor Vorph Valknut. A propósito deste meu postal.

5 comentários em “O comentário da semana”

  1. O óbvio ululante….
    Mas há que cumprir as ordens ca Central Ideológica – vide o que se passa além Caia…

    JSP

  2. «Faz-me confusão discutir-se a eutanásia quando as insuficiências no Serviço Nacional de Saúde são cada vez mais frequentes e graves.»

    Bom, antes de mais, gostaria de lhe manifestar a minha sincera e honesta simpatia para com este seu verdadeiro manifesto em que, singelamente, assume o quanto limitado V. é! É que a honestidade, na minha humilde opinião, deve ser sempre enaltecida… e só espero é que, depois desse seu confesso limite de compreensão – ou seja, perante o que até lhe faz confusão! – não resolva imitar o PC que, perante alguém que a propósito de um seu “post” sobre a eutanásia, o alertou para o facto de que «as insuficiências no Serviço Nacional de Saúde (que) são cada vez mais frequentes e graves» até apenas estão relacionadas com as políticas adoptadas por um sistema que, alucinadamente, continua a injectar dinheiro em instituições bancárias zombies – um sistema que o PC defende mesmo apesar de todas as suas ambiguidades sobre a matéria – depois me venha dizer (como o PC) que daqui a pouco até estamos a falar de futebol!
    É que antecipadamente até lhe confesso que, de futebol, nada mas mesmo nada, até percebo!

    Por toda a sua lengalenga iniciada a partir de um «Conheço o interior (a parte do território nacional a 200km do litoral) e o seu abandono.» acho que até deveria estar mais incomodado com todas as políticas que têm permitido que, desde há décadas, o sistema transformasse o SNS numa espécie de prestação residual, alternativa, para os miseráveis… mesmo sem que outras prestações ditas “fracturantes”, incluindo a questão da eutanásia, tivessem contribuído para o seu agravo!

    Na realidade, a eutanásia nem é uma ameaça para o SNS (ou para si, ou para os que se dizem contra ela): ela é uma opção para quem, como o meu pai que morreu de um cancro surgido nos pulmões, se alastrou pelo resto do corpo. E também para quem não tenha de ouvir um médico que acompanhou o meu pai, dizer que ele teve a morte que mereceu por ter fumado durante anos, mesmo apesar de ele ter deixado de fumar 30 anos antes!

  3. ” singelamente, assume o quanto limitado V. é!”

    Ouça quem sabe e alargue os seus horizontes, caro Vorph Valknut. Liberte-se das trevas e não morra limitado.

    Sou um filho das estrelas de uma galáxia distante.
    Gerado no centro do Universo e parido por um Sol.
    Para o mundo trazido num cometa de fogo iridescente
    Para meu brilho ofuscar um Vorph* de comentário deprimente.

    (*) e tantos outros de mente tapada permanente.

    Não desesperes, meu irmão.
    Não morrerás desamparado.
    Emerge sempre a salvação,
    nas palavras dum ente iluminado.

  4. Alhos e bugalhos.
    Enquanto eu não tiver a minha consulta de especialidade marcada atempadamente não faz sentido que uma senhora que mandou uma pinocada sem protecção use os recursos do SNS para desfazer a trapalhada em que se meteu.
    Esta era um dos argumentos dos anti ivg, serve também agora.
    Também não acho justo que se falem em linhas circulares no metro de Lisboa enquanto eu aqui nas berças, para fazer 15km, tenha de perder meia hora numa “carreira” a cair de podre.
    O que vão/iriam gastar nisso dava para dotar meio país de transportes públicos semi decentes. No entanto…

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