«A capacidade de adaptação nacional e a história dos descobrimentos portugueses contrastam com as estrangeiras, sobejamente, conhecidas, escritas a tinta de sangue. Há algo de “Primo” no ser português, algo, diria, essencialista, nativo, endémico, inato. Usarei, à falta de melhor, o lusotropicalismo, para definir essa ingénita qualidade da nossa nacionalidade.
Sobre a planificação chinesa, em franco contraste com as dinâmicas, ad hoc, da improvisação, tão próprias, dos mercados livres, é notória a eficiência, a eficácia, a resiliência de uma economia, mas também de uma política, sustentada, planificada num horizonte, vasto, para lá dos limites apertados, impostos, pelos regimes saídos de urna.
O Ocidente deverá olhar-se a Oriente, ou passará a ser lembrado, apenas, pelo lado do mundo onde o sol se deita.»
Do nosso leitor Vorph Valknut. A propósito deste meu texto.

Discordo. Deveria ter seleccionado o de Antonio Vaz.
Eu, também, discordo. Deveria ter sido seleccionado o do António II.
(quanto mais chateados, melhor
)
(Quanto mais baralhados, melhor).
Eu acho que o lusotropicalismo é um mecanismo ideológico que perpetua o nosso atraso cultural e económico e é um factor de corrupção e amiguismo oportunista — e descaracteriza precisamente os melhores traços da nossa nacionalidade, como a Língua e a Paisagem. Não consigo ver aí nada de positivo.
Bom Natal!
Até tu, V!!
Comecei e rematei, usando, apenas, fina ironia.
ahah — um circuito de ironias do qual já não se vislumbra o início 😉
” usando, apenas, fina ironia.” Tão fina que custa a ver.
Multiópticas, Optivisão, Wells, etc
As ideias de Vorph destroem o Ocidente começando na contra cultura Marxista punindo o valor do esforço e capacidade, e hoje até corrompendo o que é real ou não é real – as mulheres deixaram de ser reais – e continuando no Estado de Corrupção Social…
Depois chora pelo controlo ditatorial da economia que aliás no caso da China em muitas industrias nem sequer existe.
Carvão e penas para o Vorph :
Menghua Railway, China’s LONGEST coal transporting railway line, is expected to be put in operation in Oct. The 1,837-km railway will carry 200 million tonnes of coal annually from N China’s Inner Mongolia to E China’s Jiangxi. pic.twitter.com/sFXpCjplaN
— People’s Daily, China (@PDChina) July 23, 2019
Luck, esse quarto está a precisar de arejo. Vorph
Claro que o chorar por poderes ditatoriais Chineses já corre abertamente na Esquerda “Moderada” de há algum tempo, por exemplo nessa bíblia do jornalismo tuga: New York Times
No Ocidente “Emergência Climática” é precisamente o mecanismo de retórica de modo ao poder político reclamar poderes excepcionais sobre as pessoas, passando por cima de Constituições, Leis.
E assim chegámos ao Fascismo pleno. Com corporações sexuais, raciais, profissionais, religiosas, etc…
lucklucky
O maior problema das esquerdas foi nunca terem ultrapassado o modernismo e os seus sucessivos falhanços quase absolutos — mesmo com o plataformismo do século xxi, um conceito falsamente pós-moderno, que não passa afinal do retorno das pessoas de esquerda ao seu meio burguês originário (como sempre previu Lenine, aliás)
Tudo pretende ser o outro lado do espelho, mas é o mesmo espelho e do outro lado os reflexos continuam a ser sobre a mesma coisa: a inveja mais básica sobre quem é naturalmente mais capaz de inovar e de produzir coisas novas.
O enfoque dos partidos de esquerda portugueses sobre a distribuição das oportunidades está correcto, todavia — mas não pode ser praticado por quem também se abotoou com os lugares confortáveis da administração pública e a informação privilegiada que aí se obtém num país que o Estado aprisiona numa camisa de forças.
«O maior problema das esquerdas foi nunca terem ultrapassado o modernismo e os seus sucessivos falhanços quase absolutos — mesmo com o plataformismo do século xxi, um conceito falsamente pós-moderno, que não passa afinal do retorno das pessoas de esquerda ao seu meio burguês originário (como sempre previu Lenine, aliás)» leria/saiba-quem-sao-os-10-mais-ricos-de-p ortugal/), tal como a vasta maioria de nós portugueses, nasceu de uma estirpe incógnita e, como dizia um outro também de estirpe incógnita, levantava-se mais cedo do que qualquer um dos seus empregados e, por isso, trabalhava mais horas do que eles… o “V.” quase nos consegue convencer que o tal deus dito criador do universo, que ao fim de 7 dias resolveu descansar para sempre, deixando ao Homem a gestão da sua criação é um dos «quem é naturalmente mais capaz de inovar e de produzir coisas novas»… sem conseguir descobrir que ele, desde essa recuada eternidade, nada mais fez para além de usufruir dos lucros daquela sua obra,
Uau! Aposto, desde já, que este comentário é um sério candidato – para o PC – ao da semana: malha na esquerda; resume o seu falhanço recorrendo a um diagnóstico intelectual; e depois até patenteia aquela exigente qualidade, tão cara ao “camarada controlador-chefe”, o PC: ele fala claro… «nunca terem ultrapassado o modernismo e os seus sucessivos falhanços quase absolutos», «plataformismo do século xxi, um conceito falsamente pós-moderno» e claro, a cereja (em passa) em cima do seu bolo (seco): «não passa afinal do retorno das pessoas de esquerda ao seu meio burguês originário»…. e se dúvidas poderiam ser levantadas (pelos raros e exóticos “esquerdistas” que por aqui passam), o sério candidato a “comentarista” da semana, esclarece que a sua “conclusão” até – AFINAL – resulta da besta marxista supema: «como sempre previu Lenine, aliás»
É claro que o PC não o vai seleccionar apenas por esse parágrafo mas essencialmente pelo que se lhe segue: «Tudo pretende ser o outro lado do espelho, mas é o mesmo espelho e do outro lado os reflexos continuam a ser sobre a mesma coisa: a inveja mais básica sobre quem é naturalmente mais capaz de inovar e de produzir coisas novas.»
Do que eu o percebi, apenas a parte final deste seu parágrafo até é relevante: o pessoal da esquerda, sofre d«a inveja mais básica sobre quem é naturalmente mais capaz de inovar e de produzir coisas novas», ou como quem diz, a Maria Fernanda Amorim (https://www.dinheirovivo.pt/economia/ga
Ninguém disse que a verdade era bonita. Mas aprecio sobretudo o facto de se ter dado ao trabalho de responder aos argumentos um por um em vez de atacar a pessoa.
Isso é inovador entre nós — você merecia um aumento.