O comentário da semana


Pedro Correia,

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«Cinjamo-nos aos factos e às circunstâncias, nada de confusões.

 

Castela acudiu à Catalunha primeiro porque… a Catalunha se revoltou. Portugal não. É o facto histórico. Que havia de fazer Castela depois em Dezembro em relação a Portugal se se já empenhara (como seria natural) em meios e forças naquilo que por fado da História se desenrolara no Verão? Transferir forças para Portugal? No século XVII? A pé e de carroça? Da Catalunha para o Alentejo?
No entretanto desguarneceria duas frentes.
É de rir.
Castela não teve escolha. Defendeu a Catalunha conforme a Catalunha se levantara. E Deus sabe com que dificuldade, pois se não fora tal, não houvera de vir procurar meios para estancar a revolta catalã em Portugal.
No fim, os factos são os factos, como já disse. Quem deu o corpo ao manifesto e perseverou foi quem ganhou: os portugueses.

Que gente é agora esta?
Vinte e oito anos de guerra feita por inteiro na nossa terra e o crédito havia de se dá-lo aos catalães?! A que propósito? Por que razão, se os próprios catalães se não empenharam além de procurar abrigar-se nas fraldas do rei de França? Não admira que ainda hoje se frustrem em não serem soberanos. Ha gente de ânimo e gente com ânimo de protectorado. — Há dois anos declararam independência a pedirem protecção não já ao rei de França, mas aos mandarins de Bruxelas (é por lá que anda o Puigkemon, não é verdade?!…) É a história a repetir-se. Revoltam-se contra a suserania castelhana na ânsia da protecção doutro potentado europeu. Que é lá isso?! E baterem-se quando dói…? Que independência esperam desta maneira? Os castelhanos demoraram agora, mas logo perceberam onde dói; tanto que lhe secaram a economia. Foi vê-los, aos catalães, ficarem tolhidos. Ora isso nunca conseguiriam os castelhanos, no século XVII, sobre Portugal: um bloqueio militar e económico. A retaguarda portuguesa eram vastas terras ultramarinas onde havia meios e gente portuguesa de ânimo. Os meios para subjugar a Catalunha eram bem menores e esses, melhor ou pior, Castela acabou por conseguir. No caso de Portugal, não.

 

Castela não teve margem de escolha, repito. Atalhou à Catalunha porque era o seu único problema primeiro e, a sua única opção depois. Só não entende quem não perca dez minutos a pensar no caso.

 

Mas isto tudo agora é assunto deles e de cretinos sem vagar de tentar pensar, como o Rui Tavares.
E talvez de maçónicos…
O nosso, de portugueses, ante ele, é (seria) não cairmos num logro. Algo se pode ou anda armar para escavacar o reino de Espanha e abrir caminho a uma federação de repúblicas ibéricas. Esse, sim, será o roer dos ossos do cadáver que Portugal já é. Já não há retaguarda ultramarina, lembremo-nos!»

 

Do nosso leitor Bic Laranja. A propósito deste meu texto.

5 comentários em “O comentário da semana”

  1. A Catalunha é só um “pormenor” da dissolução da Europa originada pelos moameds que financiam os antifas, a coisa mais perigosa e provocadora que existe actualmente.
    Vão conseguir destruir a Europa por dentro através da erupção dos nacionalismos e com os muçulmanos que já cá estão O Ocidente cristão caminha para o seu fim.
    Exército europeu onde está ? O caso real do Edorgan pôs á vista a fraqueza Europeia, amedrontada pelas ameaças desse otomano arrogante que quer voltar a ser o nov “sultão” otomano…..

    A.Vieira

  2. Castela viu e vê a aquela zona -Aragão / Catalunha- como tampão fronteiriço a dominar, entre a “sua” e toda Península Ibérica e as várias, hitóricas, Franças a Oriente.
    Nesse jogo Portugal, a Ocidente, sería, será(?), sempre um problema resolúvel, mais tarde ou mais cedo, e perfeitamente controlado. E se não fossem os insulares Inglêses precisarem de navegar sossegadamente frente à costa portuguêsa já tal teria acontecido.
    Daí convém tratar com muito cuidado a Aliança Inglesa e com muito respeito a mui nobre Raínha, bem assim como um qualquer dos Bóris em exercício.
    Um dia deste ainda vamos ter que alinhar naquela Libra ….

  3. Big Orange (ou seja tudo bem..), confesso que «É de rir.» até foi o parágrafo em que mais concordei consigo, de tudo o que escreveu naquele seu comentário – agora transformado em “post” pela mãozinha malandra do marionetista cá deste blogue! Sim, de facto, «É de rir» quase tudo o que nele escreveu na tentativa de arranjar argumentos apenas para concluir que «Mas isto tudo agora é assunto deles e de cretinos sem vagar de tentar pensar, como o Rui Tavares»… onde claro, não poderia faltar a habitual cereja em cima do bolo, dos que perdem «dez minutos a pensar»: o papão-luso de serviço do «E talvez de maçónicos…»!
    Para que o bolo até tivesse aquela extra habitual lava de chocolate, com toque qb cosmopolita, apenas lhe faltou ter evocado o Soros…
    De resto, fiquei sem perceber em que é que o artigo do Rui Tavares é culpado de tudo o que V. o tenta demonstrar como culpado… mas lá está, o seu comentário até está na onda do “post” original do PC que pega nisto («Claro que Madrid não desejava perder nem Portugal nem a Catalunha – a Guerra da Restauração duraria mais 28 anos, até 1668 – mas naquele ano de 1640 foi preciso ter uma só prioridade, a Catalunha, e essa folga foi o suficiente para Portugal hoje poder olhar a situação catalã com uma certa sobranceria.» – onde só o diabo poderia descobrir as diferenças merecedoras de um X), do RT, para o desancar e levar à brilhante conclusão surrealista de que «não precisámos de outros para tratar dos nossos assuntos. Se estivéssemos à espera de aragoneses e catalães, nunca teríamos sido independentes.», numa verdadeira típica atitude dos adeptos do nacionalismo reduzidos ao “ame ou deixe-o”, que esses sim, de facto, não perdem «dez minutos a pensar», resolve argumentar usando bogalhos como alhos…
    PS. Consegue apresentar algum excerto do artigo RT em que V. o possa contrariar com argumentos sérios? Aguardo ansioso por eles!
    PS2: uma dedicatória especial ao PC que, pelos vistos sofre de punctufobia: !!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Não li ainda o artigo do Rui Tavares, mas espanta-me que ninguém se recorde que, para além da revolta na Catalunha, Castela ainda pelejava na guerra dos trinta anos, na Flandres, Itália e centro da Europa, contra franceses, holandeses e outros “hereges”. Era uma grande potência militar À época, mas claramente todas essas frentes desgastavam o seu poderio.

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