«Com tudo o que ultimamente vemos, ouvimos, sabemos e nos é imposto tomar conhecimento, tendo cada vez mais a pensar que o animal humano entrou em retrocesso. Acredito que num milénio ou dois poderá muito bem acontecer um regresso aos pântanos, se os protozoários, as algas e os fungos nos permitirem o regresso.
Regressar às cavernas, alagadas com o degelo dos glaciares entupidos numa imensidão de detritos e carcaças putrefactas, não é de todo provável. Regressar às árvores? Quais? Às que cortámos desenfreadamente por ganância? As que queimámos ou que deixamos arder por incúria?
Regressar ao pó? Ao pó de muitas erosões que torneia no ar de um qualquer lugar num tempo mumificado e seco, em que a ideia de água é uma miragem?
Que tipo de animal é capaz de se suicidar lentamente e sem propósito na terra queimada em que tornou um mundo triste e consumido que era o seu?»
Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

Estamos mal em termos de qualidade, o comentário é de alguém que segue modas sem pensar e foi aproveitado.
As preocupações com as alegadas alterações climáticas são de uma grade hipocrisia, pois actualmente ninguém se preocupa com os outros, quanto mais se preocuparem com quem vai viver daqui a centenas de anos!
Com tantas coisas graves com que se preocuparem, vêm para aqui criar diversões!
Num coisa concordo, animal humano entrou em retrocesso!
“alguém que segue modas sem pensar e foi aproveitado” … Ahahahahahahahahahahaha… pelo menos este não cheira a bafio, verdade ?
às árvores? Quais? Às que cortámos desenfreadamente por ganância? As que queimámos ou que deixamos arder por incúria?
Todas as estatísticas indicam, sem sombra de dúvidas, e aliás pode ser confirmado a olho nu por quem quer que ande por esses campos fora, que Portugal (e a Europa toda) tem cada vez mais árvores.
Não só mais árvores, mas também mais saudáveis e mais árvores autótones.
Eu na minha terra, que percorro regularmente a pé, vejo sobreiros e carvalhos a nascer por todo o lado, e a crescer felizes.
Somos o melhor e o pior, mas temo que o pior esteja vencendo.