«Fui (sou…) leitora do Pedro Rolo Duarte, o que me levou a criar com ele uma empatia, pelo seu jeito de ver o mundo, pela filosofia meio lúdica, meio blasé com que ele revestia o seu quotidiano, que queria simples e verdadeiro, despojado do entulho tóxico das diversas concessões aos poderes fácticos. Não o conhecendo pessoalmente, era essa a imagem que fui construindo dele, e que me agradava.
Agradava-me a emoção com que falava daquilo que verdadeiramente lhe importava e que eram os seus temas recorrentes: a família, os amigos, o jornalismo, o entusiasmo pela natureza – o Verão, o Alentejo, o mar, a praia, o prazer de criar e usufruir momentos gourmets, na companhia de amigos. Agradava-me a maneira assumida, nem um pouco cínica, de se posicionar no que ele considerava ser o lado certo da vida, e de respeitar as suas convicções com transparência e sempre com elegância.
Pela descrição que o Pedro Correia fez do lançamento póstumo do seu livro, que bom que os muitos amigos o recordaram e prestigiaram. Também ouvi o filho, António, de quem o pai tanto se orgulhava, e sim, acho que com muita razão para isso. Saudades da sua voz!»
Da nossa leitora Fátima MP. A propósito deste meu texto.

Quase chorei…Fátima
Quanto a Pedro Rolo Duarte admirava-lhe, no campo meramente pessoal, a paciência de Job, que nunca traía , perante o inchado, de si mesmo, Gobern.
No campo jornalístico julgo que o distinto finado era especialista em praias. Contudo deixa saudades. Paz à sua alma.
Obrigado
Ora, ora … Herr Kälhau … isso de chorar, parece-me manifestamente exagerado…
Já quanto à especialização jornalística do visado, a sua apreciação parece-me manifestamente reduzida …
O que foi bom, muito bom, foi ler que o Pedro deixa saudades. O que isso implica, parece-me manifestamente bonito.
Eu, gostei!
Fui sempre acompanhando Pedro Rolo Duarte principalmente através da escrita por ser consumidora habitual dos extintos Jornal Se7e e Revista Kapa. Lembro-me também de um programa de tv, que costumava assistir, mas não recordo o nome…
Mais recentemente e já neste novo milénio das tecnologias e das redes sociais voltei a “encontrar” PRD – por pura coincidência – mais uma vez através da escrita, num blogue de sua autoria.
Também me agradava a sua forma de Ser e de Estar. O lado certo da vida.