«Primeiro, foi o colapso financeiro originado pela elevada exposição a activos financeiros tóxicos. Em finais de 2008, os três maiores bancos islandeses colapsaram e, consequentemente, o Estado teve de injectar capital. Só que essa intervenção não foi suficiente pois a dimensão contabilística das perdas financeiras ultrapassava a dimensão económica do país! Por sua vez, a economia islandesa estava fortemente dependente de financiamentos obtidos em Londres e Amesterdão, que não se conformaram com a situação de “bancarrota”. Deste problema, antigos governantes islandeses, com o ex-primeiro-ministro (Geir Haarde) à cabeça, estão a braços com a justiça que os investiga sobre o pretexto de terem actuado de forma negligente. E, se calhar, até foram!
Agora, com as erupções subglaciárias na segunda maior ilha europeia, é o colapso da aviação no velho continente, com perdas de muitos milhões de euros diários no balanço contabilístico de muitas empresas. São milhares de voos cancelados. E são muitos mais milhares de passageiros em terra: numa espera que desespera!
À toxicidade financeira seguiu-se a “toxicidade” vulcânica. Como se de um ciclo se tratasse. E esperemos que outros vulcões adormecidos naquelas paragens continuem adormecidos…»
Do nosso leitor Gonçalo Correia. A propósito destes postais do João Carvalho.


É um sucinto ponto de situação que nos deixa a reflectir sobre a triste verdade de um país que ainda recentemente era considerado um exemplar caso de sucesso.
No mundo actual, tudo se passa a uma velocidade vertiginosa. Perigosamente vertiginosa, o que não é bom. Porque as tensões, essas instalam-se e vão ficando.
Em primeiro lugar, agradeço a distinção. Conforme foi referido anteriormente por João Carvalho, tentei fazer uma relação sucinta entre os acontecimentos (nestes casos, carregados de “toxicidade”, mais ou menos, natural) que aconteceram de forma vertiginosa tendo como epicentro a Islândia. Bem hajam!
Uma merecida escolha do Pedro Correia.
Um abraço para si.
Outro abraço, Gonçalo. Apareça sempre.