![20202473_0gYzF[1].png 20202473_0gYzF[1].png](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20213399_HSfL5.png)
«A única Odisseia que tinha era a da Europa-América, que pecava, tal como a Ilíada, pela fraca qualidade da tradução (na minha humilde opinião). Folhei a Odisseia de Frederico Lourenço há dias numa livraria e fiquei encantado, assim como o Livro Aberto e o livro Lugar Supraceleste, do mesmo autor.
Fiquei com vontade de levar tudo. A minha carteira é que não se convenceu. Vou seguir o conselho do ex-Presidente do Supremo Tribunal, “qualquer coisa” Noronha. Comprá-la-ei aos bochechos.
Há dias numa jantarada entre vários camaradas não consegui defender, eficazmente, a pertinência da utilidade da filosofia e da cultura, em geral. Eles, os meus confrades todos das ciências ditas exactas. Ocorreu-me dizer apenas que a filosofia ensina-nos o caminho da sabedoria, sendo esta o bom modo de dar uso à inteligência. De formular a pergunta acertada, onde reside, afinal, toda a Ciência (a resposta-verdade é passageira, a pergunta fica sempre).
Contudo apontaram-me para a televisão e o ar condicionado, e perguntaram-me: diga-me que obras filosóficas dão tanto consolo ao corpo como aquelas? Apeteceu-me partir os ditos aparelhos, mas preferi pegar no vinho que tinha à minha beira.
Afinal que utilidade têm as ciências ditas humanísticas no tempo de alta-tecnologia, em que o que conta é tudo o que se vê e palpa? Não teremos morto também o Espirito, quando decidimos matar Deus?
Como conseguimos convencer da maior utilidade, para a Humanidade, de uma Odisseia, uma Ilíada, um Corão, uma Bíblia, umas Cartas a Lucílio, quando comparadas com um Iphone, ou uma PS4?»
Do nosso leitor Borda d’Água. A propósito deste meu postal.

Um corão é útil para a humanidade, ah,ah,ah,ah,ah,ah. Não vás ao médico não….
Leia-o. Assim como o Antigo Testamento
Deus me livre.
Caro Pedro:
Porque não lhe perguntou porque razão (pelo menos desde a Grécia Antiga) o Homem reflectiu e produziu Filosofia.
Terá sido apenas por não ter mais nada que fazer?
E mais estas:
A tecnologia serve para gerar progresso? O progresso serve para o Homem viver melhor e mais feliz?
O novo modo de vida gerado pelo progresso, fruto da tecnologia, não está a destruir o meio ambiente em que o Homem vive?
Afinal, para que servem a tecnologia e o progresso?
Para destruir o Homem?
Como vê, tudo perguntinhas filosóficas de algibeira, em que, normalmente, os engenheiros e os cientistas das ciências duras não pensam.
Manuel, exalto-me com facilidade e estava lá o meu sogro. Saber guardar silêncio também é uma arte. E das difíceis. Abraço
A utilidade da Odisseia ou da Ilíada, na minha perspectiva, é a da construção de uma ética pessoal que faz parte de um conjunto maior (da cultura europeia). Mas não dá emprego a ninguém, de facto. E muito menos se (já) não se gosta de ensinar por motivos vários.
É isso, V. A construção de uma ética pessoal. E a arte de dar sempre um sorriso.
V, a ética, presentemente, não é mais que um empecilho para o sucesso.
Veja por exemplo o kickstarter (espero que nunca venha para Portugal para o PS e as “câmaras” lhe meterem as mãos em cima): está cheio de projecto honestos e bem sucedidos.
o tempo de alta-tecnologia, em que o que conta é tudo o que se vê e palpa
Uma mulher é algo que também se vê e palpa, e que dá mais consolo ao corpo do que um ar condicionado, porém não é um produto da alta tecnologia.
“Uma mulher é algo que também se vê e palpa, e que dá mais consolo ao corpo”
Dois erros:
Uma mulher é alguém e não algo.
Uma mulher dá sobretudo consolo à mente. O corpo esquece-se, mas a felicidade, essa, partilha-se diariamente.
pecava pela fraca qualidade da tradução (na minha humilde opinião)
Em que se fundamenta essa opinião? Se a pessoa não sabe o grego clássico nem tem ao seu dispôr o texto nessa língua, como pode dizer que a tradução é má?
Só se pode dizer que a tradução é má se o texto traduzido tiver má gramática e/ou não fizer sentido coerente.
Por todas as razões que apontou
Obrigado e um abraço
Atente-se na “filosofia” do Lavoura: chatear, chatear sempre.
O que não é pouco. Há quem não chateie nem questione.
Pois, são os inúteis que dão tiros mas nunca acertam no alvo.