O comentário da semana


Pedro Correia,

«”Pessoalmente não gosto de quotas.” Eu também não. É um paternalismo terrível para as mulheres que eu dispenso. O pior com as quotas é que nunca se sabe se uma mulher está numa posição importante (e sublinho esta palavra porque para posições não importantes nenhuma feminista reivindica nada) devido ao mérito ou às quotas. As coisas têm de ser conquistadas por nós e não concedidas às atrasadinhas. É claro que muitas mulheres defendem as quotas porque isso as favorece para alcançarem certas posições.»

Da nossa leitora Antónia Cunha. A propósito deste texto da Helena Sacadura Cabral.

0 comentários em “O comentário da semana”

  1. As mulheres são tão sagazes que conseguem convencer os homens de que continua a ser da mais elementar justiça discriminá-las positivamente.
    Assim como se Moçambique se achasse no dever de apoiar financeiramente a Noruega.
    Os machões fazem um papel ridículo.
    As feministas devem fartar-se de rir.
    É a vida!
    João de Brito

  2. E nunca defendem quotas para as profissões como lixeiro, mineiro, estivador, marceneiro, carpinteiro, pedreiro etc…

    É só para o topo.

    Ou seja é a Burguesia a querer privilégios . A querer ser Aristocracia.

  3. Eu teoria também não gosto, excepto que uma vez fiz parte dum júri de recrutamento para uma organização internacional (em rigor eu era simplesmente assessora, o júri propriamente dito era constituído por 5 homens de diversas nacionalidades). Para meu grande espanto, constatei uma coisa que nunca me teria passado pela cabeça: um candidato masculino respondia frequentemente duma maneira inesperada para mim (não propriamente errada, simplesmente um pouco estranha) e, pela cara dos meus colegas, eles ficavam igualmente surpreendidos com a resposta de uma candidata.

    Aprendi outras coisas curiosas, mas fiquemo-nos por esta: um grupo (qualquer que seja) parece ter tendência a recrutar pessoas “iguais” a ele. A mesma coisa se passaria se o júri pertencesse todo a uma determinada nacionalidade. Mas isso é uma coisa óbvia para toda a gente, e uma organização internacional evita cuidadosamente essa situação; já no sexo dos membros do júri, ninguém pensa.

    O que significa que se uma organização for muito maioritariamente constituída por pessoas, digamos, azuis, às pintinhas, etc, quem não o for está obviamente em desvantagem para entrar para essa organização. É com certeza o que se passou, e passa, com as mulheres (ou qualquer outra “categoria” de pessoas). Portanto, apesar de em teoria não gostar de quotas, admito que haja deteminados estádios na vida duma organização em que isso seja necessário.

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