«Enquanto nos entretiverem ou melhor, nos tornarem dormentes, quase anestesiados, com guerras intestinas entre clubes, corrilhos de novelas, milhares de apelos para ligarmos (agora com moderação) para o 760 … …, de manhã à noite, todos os dias do ano, não nos focamos nas questões que são essenciais ao desenvolvimento do País, como por exemplo a Cultura, que continua o parente pobre (porque dá jeito a ignorância do nosso povo à classe política), pois que, 40 anos após o 25 de Abril, essa é a grande lacuna de todos os governos eleitos democraticamente depois de 1974.
Enquanto boa parte da oferta cultural estiver apenas acessível às elites e no seio dos grandes centros urbanos, aos demais Portugueses resta apenas tempo e espaço para acaloradas discussões – estéreis, tantas vezes -, sobre o futebol, à consolidação da cultura do fast-food novelístico, do onirismo de ganhar um carrito novo, topo de gama, um cartão de débito para aquela viagem de sonho ou para estar atento à vida na Quinta, pois aqueles corpos lascivos são uma bomba-relógio de emoções, sem controlo, onde jovens com vinte e poucos anos se entregam ao ócio e revelam que a cultura, a civilidade e a urbanidade é algo que não lhes assiste.»
Do nosso leitor Fernando Torres. A propósito deste meu texto.

como contribuinte sou obrigado a financiar os júlios da cul turaa a produção de merdas
“como por exemplo a Cultura, que continua o parente pobre (porque dá jeito a ignorância do nosso povo à classe política)”
Deve estar a brincar. A cultura em Portugal é um dos maiores apoios à classe política.
O objectivo da cultura em Portugal é precisamente tornar o povo ignorante e simplesmente reivindicativo sobre o vizinho do lado de modo a facilitar a compra de votos da classe política.
Parece ainda que está esquecido do que o ultimo Governo fez – cobrar impostos para entidades privadas da cultura.
E que o presente Governo não tem interesse nenhum em desfazer.
Ainda não tinha lido este comentàrio ao texto do Pedro, mas subscrevo-o na íntegra . É que diz tudo. Mas tudo mesmo.
Estranho o comentário ignorar a geração ‘mais qualquer coisa que não me lembro’ de sempre!
Se isto for apenas mais um peditório para a cultura do subsídio: obrigado, mas passo.
Tudo isto coroado com as tardes culturais das TVs dos retornados e do serviço público da RTP para os “populares”. Muita bunda brasileira, travestis e todo o refugo tropical que conseguirem encontrar (não lhes basta o Acordo Ortográfico temos mesmo de ser mulatos com a single-cell que impele para a foda à força). É o bicho é o bicho.
Obrigado, mais uma vez, pela escolha do meu comentário na rubrica “O comentário da semana”,caro Pedro Correia.
Para que saibam, vivo fora das grandes cidades, como Lisboa e Porto.
Nem mesmo Coimbra, a dez minutos de carro, tem a pujança e fulgor cultural, que noutras cidades e aldeias de menor dimensão, têm neste capítulo.
Nos arrabaldes, é um deserto!
Quanto a essência do meu comentário, todas as leituras e/ou interpretações são livres e bem vindas!
Não se preocupe com o Deserto: se o PS e o nosso magnífico parlamento continuarem a interpretar e a deturpar a seu jeito os resultados eleitorais, em breve teremos aqui por Coimbra um aeroporto.