Também conduzi devagar um carro italiano (não, não era um Ferrari) quando por lá passei em 1997 ou 98, mal acreditando em tanta beleza. Desconhecia o nr. da estrada (222) mas adoro capicuas. 🙂 Antonieta
Acredite que é. Mas é uma imposição de decência. Mesmo não apreciando futebol e convivendo MUITO mal com o peso absurdo desse tentacular negócio mal explicado e violento sedativo, passe a apenas aparente contradição, que terá sido em tempos nobre modalidade desportiva, convivo bem melhor com o tratamento de “director desportivo” que me é dado por alguns colegas. É que o primeiro nome também é Rui.
De resto, todo o Douro é precioso. Da foz, da Ribeira do Porto, todo o vale e país vinhateiro (e de facto, como se escreve mais abaixo, S. Leonardo da Galafura está para lá das palavras: Torga com elas terá talvez chegado mais perto do que se não pode verdadeiramente descrever), a rudeza belíssima do troço internacional.
Não o conheci antes da domesticação, não mais que relativa, pelas barragens, entristece-me o mal que vejo fazer pelas suas margens. A ruína e abandono de tanta coisa, a “arquitectura” de subúrbio medonho imposta à Régua, a sorte criminosa da Linha do Douro para lá do Pocinho). Revolta-me – quase às lágrimas, perdoe-se o dramatismo – a imperdoável golpada das barragens do Tua e do Sabor (“o que isto agora quer é cimento!”, cito de memória).
Mas, nado e criado em Lisboa, aqui vivendo, volto lá sempre que posso. Vamos ver, já que ele veio à baila, quanto vai o outro Costa dificultar-me essas peregrinações. O carro envelhece (e não são pruridos de novo rico, são – até ver – treze incansáveis anos de intensa e fiável companhia) e parece que a hipótese de o trocar se afigura agora menos provável. O relativo oásis da gasolina menos cara parece ser coisa anti-patriótica . Ele não deve usar muito os transportes públicos, ou não diria o que disse, na matéria. Nem em praticabilidade, nem em custos.
Adiante… Nem que seja por egoistícos propósitos de lazer (patriótico e de esquerda deverá ser pagar a Sportv e ficar em casa a arrotar as “mines” e chamar nomes ao árbitro), acho que continuarei a ter razões para o “disclaimer” depois do apelido.
Foi um dia particularmente feliz para mim pois também estive noutro local mágico e inesquecível: São Leonardo da Galafura. E foi assim que descobri essa estrada que desconhecia ser tão famosa. 🙂 Antonieta
Que magnífico instante.
Obrigado, Ana. Os dias nublados também conseguem ser atraentes (embora um bocadinho melancólicos).
O Pinhão é um local mágico.
E a estrada Pinhão/Régua é (ou era) um autêntico “lavar de alma”.
🙂 Antonieta
Ainda é. Ainda são.
Costa
Até computadores e especialistas no desenho de circuitos gostam dela:
http://observador.pt/especiais/n222-mel hor-estrada-do-mundo-portuguesa/
No que me diz respeito, conduzi devagar e – infelizmente – não ao volante de um Porsche.
(Deve ser um alívio escrever em caixas de comentários onde não precisa de acrescentar disclaimers ao seu apelido, Costa…)
Também conduzi devagar um carro italiano (não, não era um Ferrari) quando por lá passei em 1997 ou 98, mal acreditando em tanta beleza. Desconhecia o nr. da estrada (222) mas adoro capicuas.
🙂 Antonieta
Acredite que é. Mas é uma imposição de decência. Mesmo não apreciando futebol e convivendo MUITO mal com o peso absurdo desse tentacular negócio mal explicado e violento sedativo, passe a apenas aparente contradição, que terá sido em tempos nobre modalidade desportiva, convivo bem melhor com o tratamento de “director desportivo” que me é dado por alguns colegas. É que o primeiro nome também é Rui.
De resto, todo o Douro é precioso. Da foz, da Ribeira do Porto, todo o vale e país vinhateiro (e de facto, como se escreve mais abaixo, S. Leonardo da Galafura está para lá das palavras: Torga com elas terá talvez chegado mais perto do que se não pode verdadeiramente descrever), a rudeza belíssima do troço internacional.
Não o conheci antes da domesticação, não mais que relativa, pelas barragens, entristece-me o mal que vejo fazer pelas suas margens. A ruína e abandono de tanta coisa, a “arquitectura” de subúrbio medonho imposta à Régua, a sorte criminosa da Linha do Douro para lá do Pocinho). Revolta-me – quase às lágrimas, perdoe-se o dramatismo – a imperdoável golpada das barragens do Tua e do Sabor (“o que isto agora quer é cimento!”, cito de memória).
Mas, nado e criado em Lisboa, aqui vivendo, volto lá sempre que posso. Vamos ver, já que ele veio à baila, quanto vai o outro Costa dificultar-me essas peregrinações. O carro envelhece (e não são pruridos de novo rico, são – até ver – treze incansáveis anos de intensa e fiável companhia) e parece que a hipótese de o trocar se afigura agora menos provável. O relativo oásis da gasolina menos cara parece ser coisa anti-patriótica . Ele não deve usar muito os transportes públicos, ou não diria o que disse, na matéria. Nem em praticabilidade, nem em custos.
Adiante… Nem que seja por egoistícos propósitos de lazer (patriótico e de esquerda deverá ser pagar a Sportv e ficar em casa a arrotar as “mines” e chamar nomes ao árbitro), acho que continuarei a ter razões para o “disclaimer” depois do apelido.
Mas não desta vez.
Costa
Foi um dia particularmente feliz para mim pois também estive noutro local mágico e inesquecível: São Leonardo da Galafura.
E foi assim que descobri essa estrada que desconhecia ser tão famosa.
🙂 Antonieta
Como alguém terá escrito:
Ainda é. Ainda são.
🙂