O comentário da semana


Pedro Correia,

 

 

"Por um lado, temos os ditadores da moda, que independentemente do sexo e preferência sexual, parecem detestar tudo o que é belo. Isso nota-se nos corpos moribundos das modelos, nota-se na maquilhagem e penteados dos modelos, nota-se na roupa. Por vezes, parecem verdadeiras personagens tiradas de um filme de terror.

Por outro lado, temos os pais irresponsáveis que deixam os filhos (não são só as meninas) seguirem essa vida em idade tão tenra, e não há inspecção do trabalho que faça algo. Supostamente, só poderiam trabalhar a partir dos 16. Volta e meia vêem-se reportagens sobre meninos que pastam cabras, ou meninos que andam nas obras, mas não se vêem reportagens sobre as meninas que não podem comer e têm de andar como cavalos.

Por último, a ausência de figuras paternais fortes que representem um modelo a seguir leva os adolescentes a procurarem esses exemplos em reality shows e capas de revistas. Afinal de contas, para ser como eles, basta saber andar a direito e não comer. Isso não requer grande esforço e nem são obrigados a estudar.

Não me recordo de no meu tempo haver este tipo de idolatria e também não me recordo de passar em escolas e ver tantos corpos deformados.

No meu tempo éramos todas cheiinhas, boas, rechonchudas. Até me recordo de ter uma amiga que, devido a um problema de saúde, era demasiado magra. Na altura, isso não era atraente, agora os diabetes proporcionam-lhe um corpo de modelito.

Nesse tempo também não havia obesos, que eu me lembre. Estávamos todos naquele intermédio saudável, meio chubby, e que agora não se vê nos jovens.

O que se perdeu pelo caminho? Afinal de quem é a culpa?"

 

Da nossa leitora Helena. A propósito deste texto da Ana Vidal.

4 comentários em “O comentário da semana”

  1. Little Miss Sunshine , não é?
    Estas fulanas arrepiam-me!
    São elegantes?
    Não creio. São impressionantemente magras.
    São, muitas delas, fotogénicas.
    Isso sim.

    Mas, sendo pai (babado!!) de duas filhas lindas, não percebo como é que um pai pode dar a sua anuência a que as filhas comecem a trabalhar no negócio da moda aos 12/14 anos.
    12 anos é a idade da minha filha mais velha.
    E ela é só uma criança!
    E é isso que eu quero que ela seja.

    1. .. tal como a minha 😉 ainda que me tenha avisado que é o último ano da “infãncia, mamã” (risos)

      Também não entendo como conscientemente se pode concordar com algo assim. Acho, contudo, que o deslumbramento em que os Pais entram (quando os há) justifica o ir longe demais.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *