«Eu quero empobrecer.
Quero comer um caldo de couves com batata e uma sardinha no prato ao jantar; o resto faz-me cabrear.
Quero poucos medicamentos, que me fazem mal à saúde.
Quero elefantes brancos em Sines e carros de bois p’ra passear.
Quero ver o meu PM de pópó mercedes silver metalizado a varejar.
E quero o meu PR com reforma de mais €10 mil p’ra não ter que contar os tostões ao fim do mês.
Viva Portugal.»
Do nosso leitor António Pinto. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

A mim basta-me ver o Bochechas de Mercedes S350 4Matic a 199 km/h e já fico sastifeto.
Ainda assim este texto revela duas graves facetas do português-médio:
– pretender caldo de couves com batatas e uma sardinha no prato é sinal desse terrível vício de viver acima das possibilidades. Ou couves ou batatas, por favor, e que fique claro que a sardinha não pode ficar por um prato só.
– Sines, apenas? Então e o plano nacional de barragens, as “renováveis”, os “clusters “… que falta de “empreendedorismo” (idealmente na versão activa de empreendedores do regime e na versão passiva de bovino pasmo do povinho boçal perante os senhores drs . e engs . empreendedores).
Há, como se vê, um anda muito longo caminho a percorrer até se chegar ao português-novo que foi salvo e salvará o país.
Costa