«Sócrates concorreu a eleições com Passos Coelho e perdeu.
Podia ter aceite o lugar de deputado e fazer oposição a quem o venceu.
Voltar para, na tv, sem contraditório, fazer comentário que é sempre defesa em causa própria, sem contraditório, não é ético. Podia fazê-lo numa outra legislatura mas nesta não.
Se quer ser oposição, ocupasse o lugar no parlamento.
Mesmo que esteja carregado de razão, não é ético.»
Do nosso leitor Xico. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

Santa ingenuidade!. Ético!. 🙂
na tv, sem contraditório, fazer comentário que é sempre defesa em causa própria, sem contraditório, não é ético
Há montes de pessoas que falam na tv sem contraditório. Boa parte delas são antigos líderes do PSD.
Nem todas essas pessoas foram eleitas deputadas e renunciaram à função parlamentar – a mais nobre em democracia – trocando-a pelo protagonismo televisivo.
Ou seja: um comentador televisivo é obrigado pela ética a ser umas vezes a favor do governo, outras contra. Se fôr sempre a favor, não é ético, deveria estar na bancada governamental na Assembleia da República; se fôr sempre contra, também não é ético, deveria estar na bancada da oposição.
Ou seja: o comentador televisivo não tem o direito de ter a opinião que quiser quando quiser, e de a exprimir.
O capital que consagra um comentador, a um ouvinte qualificado, é independência -óbvio- e originalidade, que valha a pena escutar.
Aquela alminha preenche, mesmo que a custo, algum dos critérios?.
Dislates ditos com ar autoritário, são sempre dislates, mesmo que ditos por um professor.
Não confundir acesso á tribuna na TV com mérito.
No seu tempo Hitler, e outros, tiveram tribuna e seguidores.