IRRITA-ME ESTA HISTÓRIA DO PRO-ACTIVO
«Independentemente da perspicuidade (ou quidade) do homem, este tipo é mais um dos pro-activos.
Eu sei que eu é que sou estranho, mas irrita-me esta história do pro-activo. Parece que já ninguém dá valor à competência, ao trabalho, à dedicação, à assiduidade… nada disso, hoje em dia o que é preciso é ser-se pro-activo. E o que é isso da proactividade? É uma cena, tás a ver, hoje pode querer dizer trabalhar de borla, amanhã outra coisa qualquer de que o manager se lembre.
Eu ainda acho que isto é culpa do aparecimento daqueles iogurtes com bifidus activus, ou lá o que é. E o meu problema deve ser mesmo esse: eu é mais bife, e dos activos!»
Do nosso leitor AF. A propósito deste texto da Ana Vidal.

Da minha experiência neste país socialista, obrigatório e tendencialmente gratuito, pró-activo é o conceito inventado por chefezinhos de merda para passarem aos outros o trabalho que lhes compete a eles fazer.
Boa escolha. Nunca ninguém me tinha explicado tão bem a razão de ser dos bifidus proactivus e a sua ligação com o mundo do trabalho.

Também a mim!
Lembra-se do “reducionista”?
Os parolos não repararam que é sinónimo de comunista (no estado novo) ou fascista (no gonçalvismo)?