A comissão de inquérito parlamentar sobre a TAP permitiu vislumbrar a péssima política a que temos direito; dito de outra forma, conseguimos ver a cozinha de um restaurante muito tóxico. Baratas a circular entre a comida, uns cozinheiros pouco recomendáveis, o prato absolutamente intragável. As revelações da comissão mostram governantes a dispor de uma empresa nacionalizada como se esta fosse um feudo onde todas as interferências eram e são possíveis, um governo a agir com impunidade e uma estranha infantilidade. Os socialistas sentem-se donos daquilo que controlam. Houve decisões tomadas em cima do joelho. Um secretário de Estado pediu para mudar um voo com uma ladainha sobre política interna. Esta é uma história de descoordenação entre ministros, falta de sentido de estado, reuniões embaraçosas, indemnizações amigas, desrespeito pelos eleitores e despedimentos injustos. Como é que um governo com maioria absoluta chegou a este ponto de degradação em apenas um ano? E quanto dinheiro é que estas trapalhadas vão ainda custar aos contribuintes? Isto parece ser apenas o princípio de um lavar de roupa suja que vai envergonhar o país, talvez acabe com estrondo e eleições.
O caso TAP
Luís Naves,

“Una hoja de papel en blanco representa el mejor poema, porque es nada en acto, pero todo en potencia”.
estou certo de viver no melhor dos mundos. há imundice nesta cloaca sem presente nem futuro apesar das esmolas.
ainda não roeram tudo por incompetência
vergonha precisa-se!
A par do caso TAP, é só mais um, temos o caos governativo acompanhados do caco Marcelo estilhaçado a cada cacada.
Um secretário de Estado pediu para mudar um voo com uma ladainha sobre política interna.
Isto é sem dúvida escandaloso, mas questiono se é verosímil que o secretário de Estado terá feito isto sem, pelo menos, a anuência do próprio Presidente da República.
Sendo o Presidente da República o motivo para a mudança do vôo, certamente que ele, o Presidente, terá anuído à (isto é, concordado com a) sugestão do secretário de Estado de tantar mudar o vôo.
Dificilmente o secretário de Estado iria pedir à Christine para mudar o vôo sem antes ter perguntado ao Presidente se desejava que ele o fizesse.
Eu espero é que a comissão de inquérito parlamentar não se esqueça de ouvir também as sociedades de advogados que apoiaram a TAP e Alexandra Reis. São essas sociedades que são, em grande parte, culpadas por este imbroglio. É essencial que sejam ouvidas, e dêem a sua opinião.
A comissão de inquérito começou a interrogar Christine às seis da tarde, e terminou às onze e meia da noite.
Seria bom fazer um inquérito parlamentar às horas a que a comissão de inquérito desenvolve as suas diligências, saber porque o faz a essas horas, e saber se as pessoas têm a obrigação de ser interrogadas às horas a que apetece à comissão de inquérito fazê-lo.
Suspeito vagamente que os deputados membros da comissão de inquérito têm em boa parte outras profissões, que desenvolvem durante as horas normais de expediente, deixando os trabalhos parlamentares para a noite. Uma prática muito curiosa. E a Christine, coitada, que os ature.
O caso TAP permite, e desde há muito, elaborar um extenso manual do que um governo não deve fazer. Será que os portugueses já começam a entender porque é que a UE não permite injeções de capitais públicos em companhias de bandeira? Estes permanentes abusos de poder mostram bem a falta de sentido de estado e sublinham o sentimento de impunidade desta malta. É doentio de ver.
“La Cosa Nostra” ( deles, evidentemente.).
Toda , ou quase , a quadrilha do sócrates pilha-galinhas, com o lulu do “boss” a fazer de miniistro de infra-estruturas & ca., em substituição do émulo do Dâmaso Salcede…
Vivó Regime!…
JSP
Naves, este comentário de JSP não foi censurado por ser contra o governo?
Quer dizer que comentários que não ataquem o governo não são publicados?
Não quero dizer que o governo não mereça ir à fava, quero é poder mandar à fava outros incompetentes da nossa praça.
“conseguimos ver a cozinha de um restaurante muito tóxico. “
Uma diferença crucial é que ninguém é obrigado a pagar o restaurante muito tóxico. Já a TAP tem accionistas escravos.
O tom com que o ministro tentou “despedir” a Madame Christine, via TV! é a imagem do como se vive, e sobrevive, dentro do partido PS.
Podem querem mandam ultrapassando, pisando Leis e Ética.
Tristes figurantes de uma dita “democracia”.
Começo a simpatizar e a sentir inveja da Christine. Quanto mais lhe perguntam, quantas mais manchetes de jornais, mais ela irá receber no pedido de indemnização contra o Estado Português. Só é pena que não sejam os patrimónios pessoais de Pedro Nuno, Hugo Mendes e Medina, mais a sociedade de advogados que fez um parecer favorável à indemnização de Alexandra Reis, a responder pela indemnização à Christine.