O motorista do presidente do FCP «tocou» com o carro num repórter fotográfico à saída de uma sessão de tribunal (relativa ao processo que envolve Carolina Salgado) e seguiu sem parar, mesmo depois da ordem dada por um agente da PSP. Porém, a PSP do Porto já correu a explicar: «Não foi um sinal de paragem explícito do agente. O agente ia a acompanhar Carolina e o condutor resolveu sair de lá com pressa e tocou no fotógrafo.»
Tanto quanto se sabe, o agente que presenciou a ocorrência contou ter dado ordem de paragem ao veículo, mas assim só haverá processo judicial se o fotógrafo lesado (socorrido no local pelo INEM e examinado no hospital depois) apresentar queixa, como também fez saber a PSP de Porto: «Dadas as circunstâncias, o lesado terá de desejar o procedimento para seguir para o tribunal.»
Face à célere, prestimosa e insólita explicação, o repórter já fica a saber com o que conta: se quiser queixar-se, irá enfrentar o motorista do Porto-clube e a PSP do Porto-cidade. Fica a dúvida: que estranho sinal de paragem terá feito o agente da PSP para a instituição se apressar a dizer que não foi explícito? E, já agora, que complexo sinal de paragem se ensina um agente da PSP a fazer durante a formação?
Talvez seja caso para o lesado começar por se queixar do sinal de paragem não-explícito feito pelo agente, porque o resto é mais duvidoso: onde é que já se viu um condutor parar voluntariamente naquelas circunstâncias?…

João:
Li e concordo em absoluto consigo.
Esta situação por acaso originou ferimentos ligeiros no repórter em questão se tivesse dado origem a uma situação grave como seria resolvida?
É estranho que tudo o que envolva o “papa” tenha reacções permissivas de algumas entidades daquela cidade (lembro a história da fuga para Espanha) ou seja o dito parece estar acima da lei.
Como iremos ver isto não vai dar em nada e se alguém apresentar queixa ainda se candidata a levar uns sopapos da “guarda pretoriana” do sr.
Enfim desde que a passagem de ano no Porto já foi a 8 de Janeiro (Nuno Cardoso era presidente da CMP) nada me espanta.
Sou “daquela cidade”, mas não sou “entidade”. Hehe…
Nuno Cardoso? O nome diz-me qualquer coisa, mas não me lembro quem é. Não havia um arguido há não-sei-quantos anos com um nome parecido?
Então o motorista ficou em pânico quando viu o agente a acompanhar a menina Carolina e coitado, receou que lhe fossem atirar com não sei quantos “Eu, Carolina”, para dentro do veículo.
Eu também me pirava logo dali.
Como é que o pobre homem, explicava ao Sr. Nuno a existência de tantos exemplares, da sua ex-ESPOSA, espalhados nos estofos de pele, nos tapetes de alpaca, debaixo dos bancos e dentro do guarda-luvas?
Sim, guarda-luvas! (espero que o Sr. Palomar, não veja esta minha exclamação).
Todos sabemos que o guarda-luvas é local de armas e afins; agora livros.
E já agora o fotógrafo que se desviasse, ora bolas.
Pois. Mas parece que havia quatro ocupantes dentro do carro…
Uma cena a todos os títulos nojenta. Por instantes revi episódios da série “O Polvo”, à portuguesa, bem entendido, por isso é tudo muito mas canhestro e boçal e sem a inteligência criminosa dos mandantes da referida série.
“O Polvo”? É curioso: há os mafiosos e há o padrinho.
Mas então não se está mesmo a ver que para mandar parar este ‘senhor’, só com uma sinalética especial? O código dos ‘caminhos’ trilhados por esta gente, nada tem a ver com o código da estrada seguido pelo comum dos mortais. Daí a especificidade do sinal feito pelo agente – um ‘sinal de paragem não-explícito’, pois está claro!…
Tinha de ser um sinal azul e branco.
Concordo com o que escreves, João. Para mim é óbvio que o motorista devia ter parado. Daí a tirar as ilacções do “Público” vai, porém, uma grande distância.
Meu Caro Carlos, olhe que eu nem sequer li o Publico, as imagens ontem na TV falam por mil palavras…
O que são “ilacções”?
Aposto que foi o Guarda Abel que mandou o carro parar.
Talvez. Com a idade, ficou pouco explícito.