O caso do sinal de não-paragem


jmmcc,

O motorista do presidente do FCP «tocou» com o carro num repórter fotográfico à saída de uma sessão de tribunal (relativa ao processo que envolve Carolina Salgado) e seguiu sem parar, mesmo depois da ordem dada por um agente da PSP. Porém, a PSP do Porto já correu a explicar: «Não foi um sinal de paragem explícito do agente. O agente ia a acompanhar Carolina e o condutor resolveu sair de lá com pressa e tocou no fotógrafo.»

Tanto quanto se sabe, o agente que presenciou a ocorrência contou ter dado ordem de paragem ao veículo, mas assim só haverá processo judicial se o fotógrafo lesado (socorrido no local pelo INEM e examinado no hospital depois) apresentar queixa, como também fez saber a PSP de Porto: «Dadas as circunstâncias, o lesado terá de desejar o procedimento para seguir para o tribunal.»

Face à célere, prestimosa e insólita explicação, o repórter já fica a saber com o que conta: se quiser queixar-se, irá enfrentar o motorista do Porto-clube e a PSP do Porto-cidade. Fica a dúvida: que estranho sinal de paragem terá feito o agente da PSP para a instituição se apressar a dizer que não foi explícito? E, já agora, que complexo sinal de paragem se ensina um agente da PSP a fazer durante a formação?

Talvez seja caso para o lesado começar por se queixar do sinal de paragem não-explícito feito pelo agente, porque o resto é mais duvidoso: onde é que já se viu um condutor parar voluntariamente naquelas circunstâncias?…

13 comentários em “O caso do sinal de não-paragem”

  1. João:

    Li e concordo em absoluto consigo.
    Esta situação por acaso originou ferimentos ligeiros no repórter em questão se tivesse dado origem a uma situação grave como seria resolvida?
    É estranho que tudo o que envolva o “papa” tenha reacções permissivas de algumas entidades daquela cidade (lembro a história da fuga para Espanha) ou seja o dito parece estar acima da lei.
    Como iremos ver isto não vai dar em nada e se alguém apresentar queixa ainda se candidata a levar uns sopapos da “guarda pretoriana” do sr.
    Enfim desde que a passagem de ano no Porto já foi a 8 de Janeiro (Nuno Cardoso era presidente da CMP) nada me espanta.

    1. Sou “daquela cidade”, mas não sou “entidade”. Hehe…
      Nuno Cardoso? O nome diz-me qualquer coisa, mas não me lembro quem é. Não havia um arguido há não-sei-quantos anos com um nome parecido?

  2. Então o motorista ficou em pânico quando viu o agente a acompanhar a menina Carolina e coitado, receou que lhe fossem atirar com não sei quantos “Eu, Carolina”, para dentro do veículo.

    Eu também me pirava logo dali.
    Como é que o pobre homem, explicava ao Sr. Nuno a existência de tantos exemplares, da sua ex-ESPOSA, espalhados nos estofos de pele, nos tapetes de alpaca, debaixo dos bancos e dentro do guarda-luvas?
    Sim, guarda-luvas! (espero que o Sr. Palomar, não veja esta minha exclamação).
    Todos sabemos que o guarda-luvas é local de armas e afins; agora livros.

    E já agora o fotógrafo que se desviasse, ora bolas.

  3. Uma cena a todos os títulos nojenta. Por instantes revi episódios da série “O Polvo”, à portuguesa, bem entendido, por isso é tudo muito mas canhestro e boçal e sem a inteligência criminosa dos mandantes da referida série.

  4. Mas então não se está mesmo a ver que para mandar parar este ‘senhor’, só com uma sinalética especial? O código dos ‘caminhos’ trilhados por esta gente, nada tem a ver com o código da estrada seguido pelo comum dos mortais. Daí a especificidade do sinal feito pelo agente – um ‘sinal de paragem não-explícito’, pois está claro!…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *