Afinal de contas, se um país tem crescido a uma taxa anual média de 10%, uma queda de 10% traduz-se num recuo de apenas um ano, já se um país tem crescido à taxa média de 1% ao ano, uma queda de 5% no PIB representa quase 5 anos de atraso. […] Assim, lembrei-me de calcular um outro indicador. Usando os dados disponíveis para o PIB real, vejo quando foi a primeira vez que cada país teve um PIB trimestral igual ou superior ao do último trimestre. Isto dá-nos uma medida de quantos anos recuou cada país.
E com isto o Luís Aguiar-Conraria calculou o Índice Caranguejo. Mais preocupante é que a recuperação portuguesa será feita a passo de tartaruga.

Se bem me lembro, a tartaruga anda devagarinho e. segundo a fábula, às vezes é esperta e até consegue bater a lebre em corrida.
Já quanto ao caranguejo, anda para o lado, o que não dá jeito nenhum…
Nem mais.
O problema é que o crescimento económico não é uma corrida com meta. Ao contrário da fábula, mesmo que a lebre sofra momentaneamente de distracção, rapidamente volta a ultrapassar a tartaruga.
Quanto ao caranguejo, também nós nem andamos para a frente, nem para trás, passados quatro anos de governo estamos exactamente onde começamos. Talvez seja mesmo isso: passamos a legislatura a andar para o lado… 😉
Era o que ia acontecer a José Sócrates armado em lebre encostado à sombra da bananeira ouvindo mp3, pensando que eram favas contadas.
Até que a tartaruga lhe ganhou na primeira etapa (europeias) e logo a Sócralebre tratou de dar à sola sem mp3, mas com os programas da oposição bem estudados!
E lá está a dois dias de uma vitoria já que sabe de antemão que a tartaruga velha e gasta chegará daqui a oito dias!