O caminho mais curto entre um tacho passado e um tacho futuro pode também ser uma parábola


Rui Rocha,

O actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, convidou António Nogueira Leite para ser o presidente executivo da CGD e uma semana depois cancelou o convite sem dar qualquer justificação.


A informação é revelada pelo próprio Nogueira Leite em entrevista ao PÚBLICO, disponível na edição impressa deste domingo, e na qual reconhece: “Cometi um erro [ao aceitar integrar a administração da CGD, como vice-presidente].”


O economista explica ainda as razões que o levaram, no final de 2012, a pedir a demissão a meio do mandato, deixando assim a equipa de José Matos, que Passos Coelho foi buscar ao Banco de Portugal para presidir ao banco público. “Sou um profissional e não queria ter a minha reputação profissional arruinada por estar numa situação difícil e com um accionista [a Direcção-Geral do Tesouro/Finanças] que não sabia o que queria.”


Nogueira Leite tece ainda elogios a António José Seguro, o líder socialista, por considerar que ele tem “ maturidade democrática” para alcançar um consenso mínimo que dê sustentabilidade ao programa de ajustamento e culpa o Governo pela actual falta de consenso, “pois não tem ouvido ninguém.”

5 comentários em “O caminho mais curto entre um tacho passado e um tacho futuro pode também ser uma parábola”

  1. Só estas notícias, e a falta de apoio generalizado, é que fazem, raramente, acreditar que este Governo pode estar a ser incómodo para o “status quo” nacional.
    Infelizmente, para isso, está a ser apoiado pelo “status quo” internacional…

  2. Isso de um sujeito ser convidado para presidente executivo, ver o convite cancelado sem justificação e depois ir para lá à mesma como vice-presidente, parece-me que diz logo qualquer coisa sobre o dito.

  3. O grande problema na culinária reside nos tachos sem tampas. É que a falta de tampas faz com que a energia se perca.

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