O camarada secretário-geral


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Quando eu era puto não fazia ideia disso. Depois cresci e tudo passava tão rápido, era tudo tão rico, tão cheio, que nem pensei no assunto. Entretanto fiquei quarentão e um dia o meu pai morreu. Talvez tenha sido um bocado antes que tomei consciência. E logo depois percebi-o mesmo, aquilo de que ele era a pessoa mais importante na minha vida. Já lá vai quase uma década e faz-me falta (quase) todos os dias.

 

Hoje chegaria a casa, sentar-me-ia, ufano, “então pai, o camarada secretário-geral foi ao “Cristina”!?”, e ele abanaria a cabeça, semicerrando os olhos, eu iria ao bar, beberíamos um pequeno rum (o meu algo maior) ou uma genebra (a minha dupla), e elaboraríamos sobre o “ao que isto chegou!”. Eu cheio de razões e verve. Ele cheio de razão. Já plácida. Depois ele iria deitar-se. E eu beberia um uísque.

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10 comentários em “O camarada secretário-geral”

    1. Atão o patrão da saloia também é marxista?
      Atão o negócio das audiências?
      Cá pra mim cheira que vai haver lugar, tamém, pró chega pra cá.
      E o rei de paus tamém quer la ir à casa dela, agora que só tem umas couvinhas em portugal e nos algarves. (seria tão bonito nas bandeiras dos pretinhos haver as quinas a um cantinho, pois, tamém correu à espadeirada os mouritos).

    1. Concordo consigo: embora nunca tenha visto nem ouvido a Sónia Araújo, nem faça ideia – para além daquilo que li na wikipedia sobre ela – de quem ela seja, estou disposto a votar nela para Presidente da República.
      Tem duas vantagens, é mulher, e é da minha nação.

  1. Falta a Iniciativa Liberal e o Chega.

    O meu Pai, livre das penas deste mundo há 22 anos, não lhe consagraria 2 minutos, a esta moçoila, que lhe mereceria um simples ” fina como um coral “.

    Ou, citando uma saudosa tia-avó materna “… é moderno, filho ? É sim, Tia. Ah, então se calhar gosto…”

    Abraço

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