O Brasil brasileiro


jpt,

 

“Vamos fuzilar” é a mensagem deste fascista, candidato presidencial que se calhar ganhará, recebida com guinchos e ululos pelos seus apoiantes. O Brasil será um país mais ou menos incompreensível e abjecto (aquela sessão parlamentar de demissão de Roussef mostrou um mundo execrável): país com uma sociedade assassina, devastadora da natureza como poucas, e fazendo-o com orgulho desmedido, mergulhado numa pandémica corrupção política, vergado a uma incultura abissal, alçando as seitas religiosas ao poder político, pequena potência com patéticas aspirações imperialistas.

Sei que há profundas relações históricas e muitos portugueses e seus descendentes por lá habitando. Mas é já momento de reconhecer, daquela amálgama pérfida não virá “nem bom vento, nem bom casamento”. Deixemo-nos de “afectos”, bons para turismo sexual ou para os pobre monófonos, e distanciemo-nos, como Estado e como país, daquele charco de miasmas, daquele verdadeiro Brasil brasileiro. E sim, também estou a falar de políticas de imigração.

24 comentários em “O Brasil brasileiro”

  1. “Sei que há profundas relações históricas e muitos portugueses e seus descendentes por lá habitando.”

    Por lá habitando, colaborando, promovendo e aproveitando-se de tal “país abjeto”.
    João de Brito

    1. Sim. E por isso está, escarrapachado no breve texto (escrito, já agora, sem o abjecto acordo ortográfico de 1990) que nos devemos afastar como Estado e como país dessa amálgama pustulenta, e que tal poderá incluir as questões da imigração. Ou seja, e para que os utilizadores do AO90 possam compreender, o afastamento aos miasmas é alheio aos interesses dos portugueses por lá mergulhados.

      1. Jpt, ponha aí também Angola. Sinto-me humilhado sempre que os primeiros de cá se ajoelham a esses últimos mascarados. Dizem-nos que o fazem protegendo o interesse luso. Mas desde quando o acocorar protegeu o interesse de alguém?

    1. é isso mesmo, no postal anterior um semi-analfabeto da escumalha socialista (expressão que é uma redundância) chama-me trumpista, neste um ww diz-me do BE. Daria para rir se não fossem anónimos

  2. alçando as seitas religiosas ao poder político

    Como se distingue uma seita religiosa de uma religião que não é seita?

  3. Que o diabo seja cego, surdo e mudo, mas suponhamos que o povo brasileiro é ainda mais burro que o português e o americano juntos e Bolsonaro ganhava na segunda volta (na primeira é impossível). Nesse contexto você seria a favor de que Portugal acolhesse exilados brasileiros? Afinal o Brasil sempre acolheu exilados portugueses.

    1. “exilado”, com o estatuto de refugiado político. Completamente de acordo, é até uma obrigação. Vagas de imigração oriundas do Brasil, independentemente do poder que lá esteja? Francamente não, dificilmente se poderá encontrar pior sociedade na actualidade, maior viveiro de indivíduos avessos aos valores civilizacionais

      1. França não recebeu apenas refugiados políticos vindos de Portugal. Chegou a receber 10% da população portuguesa. Deveriam ter barrado a sua entrada?

      2. O Senhor escreveu mesmo o que estou a ler ou são os meus olhos que me enganam? Está a alucinar? Ou estará a cuspir retroactivamente nos milhares e milhares de Portugueses que encontraram no Brasil o refúgio da miséria absoluta em que viviam no seu (e meu e seu) país e naqueles Brasileiros que os receberam?

  4. Um Evangélico na Cadeira do Poder no Brasil!!!?? inacreditável…já não bastava eles se terem apoderado do Rio de Janeiro, cuja consequência será apagar a memória histórica dos Católicos naquele Estado, agora querem se apoderar da Nação…a Laicidade perseguiu os Católicos no Brasil, agora vem os Evangélicos…mau de mais para ser verdade…

  5. Se o Brasil é um “charco de miasmas”, que dizer daqueles que, por cá, tiveram orgasmos consecutivos ao ver o circo que deu o golpe palaciano em Dilma Rousseff? E

  6. Se o Brasil é “um charco de miasmas” ( e só, pois, pelos vistos, – será questão de genética? – não há, num país de quase 200 milhões de habitantes, uma única alma que se aproveite;, sendo de interesse apontar que as únicas inteligências sérias e válidas que por lá se vão encontrando são as dos pontuais turistas lusos a la Duarte Lima e Dias Loureiro, não é verdade?) , que dizer de um país onde os media, a quase totalidade da classe política e a populaça ignara tiveram orgasmos consecutivos ao visionarem o golpe palaciano que, de maneira miserável, politicamente assassinou Dilma Rousseff, pondo no poder antigos torcionários da ditadura militar brasileira, torcionários esses da mesmíssima cepa da da personagem que tanto asco provoca ao articulista? Chamamos-lhe o quê? Uma ínfima gota de água contaminada com o mais virulento antrax da dor de corno daqueles que, lá bem no fundo, já perceberam que não têm dimensão nem população para que alguém neste mundo perca um segundo a classificá-lo seja da maneira que for?
    Que espécie de arrogância alucinada leva alguém a pensar que o Brasil ou os Brasileiros se importam com aquilo que um colosso geográfico e demográfico como Portugal e os Portugueses dele pensa e a mandar para o caixote de lixo da História 200 milhões de pessoas e um país que, por si só, é quase um continente?

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