Pedro Rolo Duarte junta neste seu blogue textos ao sabor da pena e as crónicas que vai escrevendo em várias publicações. A crónica é um género em vias de extinção, difícil de concretizar, onde se vê com nitidez quem tem unhas para tocar guitarra. No que me diz respeito, invejo a qualidade desta escrita, a escolha dos temas, a maneira sóbria como Rolo Duarte discorre sobre a sua vida, os amigos, as embirrações e preferências. Também se abordam assuntos da sociedade, da crise de valores ao declínio da comunicação social. Por isso, esta é uma das minhas leituras regulares. Neste blogue, o autor é um flâneur com classe, daqueles que já não se fabricam, está a evoluir muito bem, cada vez mais observador e sábio.
O blogue da semana
Luís Naves,

Boa escolha, Luís.
É muito interessante a sua escolha. Tive oportunidade de ler alguns dos posts de Rolo Duarte, e gostei.
Gostei pela lucidez e pela capacidade de análise quer de sua própria condição quer sobre temas gerais.
Aproveitando esta leitura, fiquei a reflectir e a comparar visões sobre determinadas matérias e pontos de vista dos mais diversos interlocutores partidários e sociais.
Acabei de compreender que em Portugal, a propósito da (não) condenação da condenação dos prisioneiros políticos em Angola, existem duas interpretações para o mesmo problema que contrariam a teoria da percepção política, a de Skinner, onde se formula também o acto consciente.
Isto é, na percepção política em causa existem aqueles que agem conscientemente e os outros que agem inconscientemente; estes últimos pertencem ao grupo dos que assumem posições de forma inadvertida quando comparados a seus semelhantes que agem conscientemente.
Na realidade estou em crer que é necessário agir de forma consciente para que haja votantes conscientes. De outra forma continuaremos a ver muitos inadvertidos a votar inadvertidamente.