O argumentário


josegomesandre,

O Primeiro-Ministro não mentiu no Parlamento porque, embora conhecesse informalmente os contornos do negócio PT-TVI, não obtivera esse conhecimento de modo formal. O esquema do Governo para controlar órgãos de comunicação social não merece discussão porque o que se conhece resulta de conversas privadas.

 

Que um Governo à deriva se defenda recorrendo a estes argumentos infantis, não me espanta. Que pessoas inteligentes – de João Galamba a Eduardo Pitta, de Pedro Marques Lopes a Fernanda Câncio – se agarrem a estas idiotices para continuarem a defender Sócrates, ultrapassa a minha compreensão.

9 comentários em “O argumentário”

  1. José Gomes André, mas você escolhe cada exemplo para pôr à prova a sua compreensão… Medir forças assim não vale 🙂
    E depois lembre-se daquele bom preceito cristão: ” Tende piedade dos fracos” .
    Já reparou que a inteligência é um dom absolutamente estéril se não tiver fortaleza?
    Muito do que vemos (muito do que lemos) não é senão isso: a pura expressão de enormes fraquezas, cobardemente acoitadas na cidadela do poder.
    Por isso aparentam estar de pé e de cabeça erguida, mas na verdade rastejam e defendem o indefensável.
    Quanto à cidadela, tem os seus esbirros, desdobra-se em desmandos e todos os dias acrescenta fieiras de pedras à muralha.
    Mas como todas as outras, também há-de ter o seu cavalo de Tróia.

  2. Isto é assim, a modos, como, quando, ele fala como Primeiro-Ministro e como quando fala como secretário do PS e como quando fala como cidadão, e como quando fala como cidadão comum, e como quando fala como José Sócrates?

  3. Era uma atitude “nobre” (tendo em conta as circunstâncias e porque não arranjei outro termo) e só ficava bem a Sócrates assumir de uma vez por todas que teve conhecimento do negócio, ao invés de continuar a achar que somos todos atrasados mentais. A opinião pessoal que ele poderia ter essa é que poderia guardar para ele.

  4. Ultrapassa a sua compreensão porque, provavelmente, nunca teve um cargo público de grande responsabilidade, talvez até não tenha sido Director duma gande empresa.
    Se tivesse sido, sabia que uma coisa é ter conhecimento particularmente outra, bem diferente, que obriga, que responsabiliza, que impõe acção, é ter conhecimento oficial. Uma pessoa com responsabilidades não pode agir em função do “diz-se que”

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