E temos agora a senhora presidente do conselho das finanças públicas a propor taxar levantamentos. Eu não sei se ria se chore, porque a ideia é tão disparatada que só posso imaginar que ela tenha bebido uns copos valentes antes de abrir a boca. É que, sejam lá quais forem os favoritismos, taxismos, carreirismos e outros ismos, Teodora Cardoso tem que ser uma pessoa minimente inteligente para chegar onde está. Por outro lado sabemos que a ideia deste governo é ir desmantelando o estado (depois de espremer o que pode para pagar aos patrões de “lá fora”) e uma tal taxa ia garantir a proliferação absoluta do liberalismo económico com os bancos a desaparecerem do mapa ou a serem utilizados apenas no estrangeiro e o resto das compras a serem feitas em dinheiro ou até em géneros, quiçá com novas moedas inventadas (dará jeito para quando nos chutarem para fora do euro e o novo escudo desvalorizar zimbabuéniamente) ou mesmo com bitcoins ou lusocoins.
Estou certamente a ser injusto. Teodora Cardoso viu apenas uma grande oportunidade para uma área de negócio que tem sido escandalosamente negligenciada por todos os governos. O fabrico de colchões. Venha a taxa. Seremos todos colchoneros (também têm o hábito de sofrer e ser governados por loucos).
*1º da série (que nem sequer sabia vir a ser uma série).

Lá está você a inventar. A este Governo não interessa nada o liberalismo- veja por exemplo a privatização dos portos .
Tudo feito de maneira a manter monopoólios para agradar às corporações e sindicatos = O Status Squo.
Ou o novel Banco de Fomento para fazer socialismo empresarial incentivando como em todos os socialismos a dependência e corrupção legal.
Esta senhora é a típica representante do topo do Estado:
Tudo anda à volta de controlar todos para conseguir euros.
É a arrogância do Socialismo no seu mais puro estado.
curiosidades do destino…
quem iria pensar que os portugueses, no seu imaginário, associam a “doutora teodora” a práticas com a utilização de colchões.
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Isso já é esticar a piada caro Carlos. Penso que se perceb de onde veio a referência aos colchões… 🙂
propor taxar levantamentos = desmantelando o estado ????
Estado conhecer todos os movimentos do cidadão = desmantelando o estado ????
Estado conhecer todos os movimentos do cidadão = liberalismo económico ????
Diga-me que é socialista.
Se me disser que é socialista percebo o seu desconhecimento profundo do que é liberdade.
Quando o lucky não percebeu a piada (ou alfinetada), eu pensei que fosse dele. Aparentemente foi problema meu, fui subtil em excesso (ou não ironizei de forma correcta). Sempre imaginei que se notasse que comparar isto com liberalismo seria a gozar. A lógica (em forma de gozo) era: os levantamentos são taxados -> as pessoas passam a receber salário em dinheiro -> os bancos deixam de servir seja lá para o que for -> a economia passa a ser desregulada porque sendo tudo em dinheiro deixa de haver controlo -> passamos a ter uma economia equivalente a economias paralelas e como tal absurdamente liberal (i.e., sem controlo do Estado).
Obviamente que a medida é parva e nem só por controlar os movimentos bancários. O resto foi só gozar com o assunto, porque caso contrário dá vontade é de chorar.