O apêndice


Pedro Correia,

Durante dois dias, imperou o suspense: como iriam votar “os verdes” na proposta de Orçamento do Estado para 2021?

Os meios de comunicação social alimentaram esta cantilena como se não soubessem que o chamado Partido Ecologista Os Verdes não existe: é mero apêndice verde do partido vermelho que lhe serve de barriga de aluguer. Nem tentam disfarçar: criados em 1982, nunca até hoje concorreram isolados a uma só eleição. Legislativa, regional, local, europeia. Nem uma para amostra.

Hoje, veio a confirmação: o apêndice vai abster-se na generalidade, viabilizando o OE 2021. Seguindo o exemplo de quem sempre lhe serviu de farol e guia.

Tanto barulho para quê?

 

Leitura complementar: “Arejar um pouco a malquerença”

10 comentários em “O apêndice”

  1. Se não me engano, o OE já estaria viabilizado pelos votos das Independentes, a Joacine e a senhora ex-PAN.
    Este sentido de voto é apenas espectáculo. O que é bom, visto que ver um é uma das excepções contempladas ao bloqueio do próximo fim de semana.

    1. A CDU (portuguesa) parece uma moto com ‘sidecar’.
      Na condução vai o PCP. Ao lado, segue o apêndice verde. Deixando-se conduzir o tempo todo.
      Farinha do mesmo saco.

  2. Boa tarde, Pedro

    Não sei se alguma vez, desde 1982, os “melancias” terão votado de modo diferente da sua alma mater.

    Se o meu amigo tiver informação disso, por favor diga-me, para eu cumprir a promessa de levar um círio do meu tamanho a Fátima, a celebrar tamanho e miraculoso evento.

    Grande abraço e continuação de boas leituras( ando a ler em stereo, relendo Aquilino e Miguel Delibes )

    Fernando Antolin

    1. Nunca houve a menor dissidência, meu caro Fernando.
      O PEV é como a melancia, que tem duas cores: a de fora é verde, mas lá por dentro é vermelha.
      E a que conta é mesmo essa.

      P. S. – Boas leituras, pelo que vejo. Eu cá vou pedalando também. Ando a eleger os melhores romances/novelas do século XX, ano por ano. Hoje terminei a leitura de “As Anotações de Malte Laurids Brigge, de Rilke (melhor romance de 1910). Há dias li “O Grande Meaulnes”, de Alain-Fournier (melhor romance de 1913).

  3. De facto a discussão deste orçamento é uma anedota.
    Acrescento a badalhoquice política do bloco, que vem tentar atirar areia para os olhos com o seu voto contra.
    O bloco sabe que o orçamento passará de qualquer maneira, da mesma forma que se aproveita da queda anunciada de Costa até 2022, para poder dizer na altura:
    – Nós avisamos… até votamos contra os últimos orçamentos.

  4. Estes tipos são todos tão amigos dos pobrezinhos que até aumentam em 10 euros as pensões mínimas e deixam a malta do RSI sem 1 cêntimo de aumento há 2 anos. Um individuo recebe de RSI 187 ou 189 euro. E isto é viver à fartazana.

  5. Os Verdes nasceram para proteger mísseis nucleares apontados entre outros a Portugal.
    É bom lembrar que o primeiro partido ecologista em Portugal nasceu para proteger os mísseis SS-20 da União Soviética.

    lucklucky

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *