Durante dois dias, imperou o suspense: como iriam votar “os verdes” na proposta de Orçamento do Estado para 2021?
Os meios de comunicação social alimentaram esta cantilena como se não soubessem que o chamado Partido Ecologista Os Verdes não existe: é mero apêndice verde do partido vermelho que lhe serve de barriga de aluguer. Nem tentam disfarçar: criados em 1982, nunca até hoje concorreram isolados a uma só eleição. Legislativa, regional, local, europeia. Nem uma para amostra.
Hoje, veio a confirmação: o apêndice vai abster-se na generalidade, viabilizando o OE 2021. Seguindo o exemplo de quem sempre lhe serviu de farol e guia.
Tanto barulho para quê?
Leitura complementar: “Arejar um pouco a malquerença”

Se não me engano, o OE já estaria viabilizado pelos votos das Independentes, a Joacine e a senhora ex-PAN.
Este sentido de voto é apenas espectáculo. O que é bom, visto que ver um é uma das excepções contempladas ao bloqueio do próximo fim de semana.
A CDU (portuguesa) parece uma moto com ‘sidecar’.
Na condução vai o PCP. Ao lado, segue o apêndice verde. Deixando-se conduzir o tempo todo.
Farinha do mesmo saco.
Boa tarde, Pedro
Não sei se alguma vez, desde 1982, os “melancias” terão votado de modo diferente da sua alma mater.
Se o meu amigo tiver informação disso, por favor diga-me, para eu cumprir a promessa de levar um círio do meu tamanho a Fátima, a celebrar tamanho e miraculoso evento.
Grande abraço e continuação de boas leituras( ando a ler em stereo, relendo Aquilino e Miguel Delibes )
Fernando Antolin
Nunca houve a menor dissidência, meu caro Fernando.
O PEV é como a melancia, que tem duas cores: a de fora é verde, mas lá por dentro é vermelha.
E a que conta é mesmo essa.
P. S. – Boas leituras, pelo que vejo. Eu cá vou pedalando também. Ando a eleger os melhores romances/novelas do século XX, ano por ano. Hoje terminei a leitura de “As Anotações de Malte Laurids Brigge, de Rilke (melhor romance de 1910). Há dias li “O Grande Meaulnes”, de Alain-Fournier (melhor romance de 1913).
De facto a discussão deste orçamento é uma anedota.
Acrescento a badalhoquice política do bloco, que vem tentar atirar areia para os olhos com o seu voto contra.
O bloco sabe que o orçamento passará de qualquer maneira, da mesma forma que se aproveita da queda anunciada de Costa até 2022, para poder dizer na altura:
– Nós avisamos… até votamos contra os últimos orçamentos.
Ironia das ironias: graças ao BE, a esquerda deixou de ser um bloco.
A Catarina é actriz de profissão.
Faz filmes, dos maus. E monta peças de teatro.
Todos os políticos são actores. E representam o tempo todo, ninguém tenha ilusões.
Estes tipos são todos tão amigos dos pobrezinhos que até aumentam em 10 euros as pensões mínimas e deixam a malta do RSI sem 1 cêntimo de aumento há 2 anos. Um individuo recebe de RSI 187 ou 189 euro. E isto é viver à fartazana.
Os Verdes nasceram para proteger mísseis nucleares apontados entre outros a Portugal.
É bom lembrar que o primeiro partido ecologista em Portugal nasceu para proteger os mísseis SS-20 da União Soviética.
lucklucky