A presidente da câmara de Tomar, Anabela Freitas, PS, nomeou o companheiro, Luís da Silva Ferreira, PS, para chefe de gabiente de apoio à presidência. Se isto não é amor, onde está o amor? Parece que o povo anda a rosnar. Mas Anabela saberá com certeza contornar este pequeno obstáculo…
O amor é:
modosdever,

olha que coisa tão amorosa…
e, seguindo o mesmo raciocínio, não me diga que este e a sr.ª àlagarde, enfim, aquilo também é lá alagardére…
http://expresso.sapo.pt/chefe-da-troika-r eformou-se-e-voltou-a-ser-contratado=f83 8939
e este este, que dele não há quem não FAL, não me digam que coiso e tal com coelhinhas e coelhinhos e etc…
http://www.arrastao.org/2906713.html
e estamos em pleno outono…
aah,mas convenhamos uma anabela (PS: é de tomar e retomar) é bem mais apelativa, óláseé…
Pooois… No caso da minha autarquia já ando de olho no “meu” presidente…
Porquê que não posso viver um amor sempre presente
Porquê que não posso ser feliz
Porquê estar longe de um abraço estendido
Quando o posso ter tão perto de mim!
Encarrego-o desde já, Nuno, do guião para a reforma das autarquias. Pode começar exactamente assim.
Era um excelente inicio!
Seguro trata do caso.
Hummmm… Não estou seguro disso.
O Partido Sarjeta igual a si próprio no que toca ao amor à “famiglia”…
Os “nabões” devem estar satisfeitíssimos…
Eu não olharia para isto numa perspectiva partidária, Juromenha, mas ética.
Complicado… é um cargo de confiança.
Que outro poderia ficar com ela no gabinete, em apoio?
Se ela tivesse maior confiança noutro, teria o marido maior confiança nela?
Complicado…
Não concordo, da Maia; no quadro da sua lógica, um dia destes teríamos famílias inteiras nos gabinetes. Não seria, enfim, uma novidade, mas há que travar isso.
A lógica familiar é usada quase sempre, porque há muitas famílias:
– Umas são as de sangue, e as mais organizadas são de aristogatos.
– Há outras que fazem juramentos de irmandade – maçonaria, e já vimos como essa família tem muitos irmãos. Não há porca que sustente tanto leitãozinho.
– Há outras que remetem a tribos, povos, ou religiões, com obrigação de ajuda.
– Há ainda as famílias partidárias, onde essa lógica de ajuda é até vista como natural – ninguém espera que sendo do PS escolha alguém que não seja do PS.
No meio de tanto irmão, primo, etc… haver objecção às famílias normais, que nem têm habitualmente pactos de fidelidade e ajuda, percebe-se perfeitamente porque é que a lei só discrimina a família tradicional.
Porquê?
Porque foi feita à conveniência de todos os outros manos… não se podendo argumentar dessas incompatibilidades – quem o fizer é acusado de um sem número de coisas: discriminação religiosa ou de culto, racismo, xenofobia, etc.
Não há problema que os “manos”, os “fratres”, se ajudem nos concursos públicos, mas se for um familiar directo, nem pode estar no júri.
Isto acontece sistematicamente, e como a lei não ataca esses interesses, vão-se favorecendo uns atrás dos outros. Os regulamentos, editais, requisitos mínimos, etc… nada disso interessa se for um mano, ou alinhar com eles.
Por isso, ter uma mulher que mete o marido, parece-me bem mais inocente do que ter um mano a contratar outro da mesma loja.
Não complique: nepotismo é nepotismo. Ponto.
Isto passa-se no PS e nos outros todos. A ministra das finanças, também não arranjou logo o tachinho para o marido? Deu muito nas vistas e teve de desfazer logo a coisa. Está-nos no sangue.
Tem TODA a razão, Teresa. Nesta matéria não há partidos inocentes. Demarco-me apenas da sua observação final onde afirma que isto nos está “no sangue”. Não, no meu não está. E no seu penso que também não. Obrigado pelo seu apontamento.
Mas quem melhor que o seu companheiro para confiar o seu gabinete?
Presumindo-se que seja um gabinete por onde muita gente passará é importante que haja alguém conhecedor dos seus recantos íntimos para evitar abusos.
É de supor que o secretário seja um primo, a telefonista um sobrinha e o estagiário que faz os recados o filho da vizinha que é também o namorado da telefonista.
Isto é só uma ideia. Talvez não disparatada de todo! É isto um compadrio? Não! Isto é “mais além”!
Cumprimentos.
*a palavra “gabinete” deveria tê-la escrito em itálico.
É sim, muito “mais além” – apresente aí a ideia ao Nuno Pereira (acima) para ele a aproveitar no guião para a reforma das autarquias…
E então? É um facto indesmentível que ele a apoia.
… ele, e mais uns milhares; mas não cabiam todos na câmara. Né?
Parece-me que enquanto durou o acordo entre PSD e PS as coisas andavam bem casadas.
http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdi cao=54&id=66143&idSeccao=423&Action=noticia
Pois, parece que sim; mas nenhuma relação é suficiente para quem tem um coração grande…
Ou para quem fica com ele “desfeito”.
Se os amigos são para as ocasiões os amores são para tudo que for preciso: assessores , consultores , secretários, etc.
Cumprimentos.
… analistas, comentadores…
Caro Fernando,
Lendo a notícia choca-me mais a transumância do referido senhor entre diversas câmaras (técnico de informática, vereador com pelouro, assessor) do que propriamente ser nomeado pela companheira (ou mulher, mãe, filha, sobrinho, primo, padrinho, etc).
Em cargos eleitos (como nas empresas) existem dois tipos de cargo: de competência técnica e de confiança pessoal (podendo um cargo acumular ambas as características). Os primeiros devem ser ocupados em resultado de concurso público, aberto e transparente. Os segundos são da responsabilidade de quem nomeia, não tendo que existir qualquer justificação (já nos que acumulam as duas características, o ideal seria a nomeação ser directa mas ter de existir requisitos mínimos e públicos de quem é seleccionado).
Um chefe de gabinete é um cargo puramente de confiança pessoal. Se a pessoa que a Presidente da Câmara mais confia (e que acha que pode desempenhar o cargo) é o seu companheiro, quem sou eu para duvidar? Se depois se meter em alhadas, os eleitores de Tomar que façam o favor de não votar nela…
Acho pior, muito pior, a ideia de ter que ser tudo “transparente” e “com concurso” e depois fazem concursos de chacha, “à medida”. E estes muitas das vezes para nomear para cargos intrinsecamente técnicos imbecis.
Eu, Carlos, não gosto nem da “transumância” política nem do nepotismo – quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem-lhes o respeito.
Caro Fernando,
Perfeitamente de acordo, mas nepotismo implica o favorecimento de familiares em prejuízo de pessoas mais qualificadas. Ora um cargo de estrita confiança pessoal, a “qualificação” é a referida confiança pelo que acho normal e legítimo que se escolha um familiar ou um amigo.
Agora, e para complementar o meu comentário, o que tem de haver é uma delimitação clara sobre o tipo de lugares (técnicos ou de confiança) e uma restrição absoluta aos lugares de confiança pessoal (e aqui pode incluir os “assessores”).
Pegando num comentário anterior do “da Maia”, que aliás subscrevo, li hoje no “i” os gastos absolutamente escandalosos do Estado com Sociedade de Advogados. Não será nepotismo, mas que – ponho as mãos no fogo – andam para ali “amigalhaços”, andam.
Nós temos de nos convencer – e por oposição a uma política cega de destruição da função pública – que o Estado deve ter BONS (já não digo os melhores) funcionários de carreira e que DEVE existir essa carreira. Todos os lugares até director-geral devem ser forçosamente de carreira e terem ZERO a ver com política. A máquina do Estado deve ser transparente a quem é Governo e limitar-se a seguir as instruções deste. E, por este motivo, acho absolutamente anormal que o Estado não tenha advogados, integrados numa carreira, para defender os seus interesses, redigir pareceres e estudos, etc.
Eu não vejo, Carlos, em sede política, como é que uma relação familiar pode constituir uma “qualificação”, mas também não é aqui que vamos conseguir resolver o problema. Assim, fiquemo-nos por não ser suficiente à mulher de César ser séria…
Caro Fernando,
Eu não disse confiança política, mas sim confiança pessoal. E, muito sinceramente, acho mais legítimo (dentro da ilegitimidade) nepotismo do que favorecimento partidário – antes familiares que “colegas de partido”. Nos primeiras não há dúvidas dos motivos, enquanto nos segundos…
Já nos cargos com uma forte componente ideológica (a nível camarário não sei, mas o cargo adjunto à presidência do conselho de ministros é um bom exemplo “governamental”) me parece normal pelo motivo evidente de que alguém que pertence ao mesmo partido que nós é, ideologicamente, próximo (ou deve ser, mas isso são outros quinhentos).