o álcool que a lei deixa


Patrícia Reis,

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A miúda não entende a razão para não beber shots. A idade parece-lhe ser a apropriada. A lei diz que não. Tentou no primeiro bar. Depois decidiu tentar a sorte com uma amiga que parece mais velha. Nada. Sentada no lambril do passeio, as unhas dos pés pintadas de preto exibem-se com orgulho nas sandálias compensadas. Um rapaz com um sorriso torto mostra-lhe uma garrafa de litro de vinho e pergunta:

 “Queres?”

É sexta-feira à noite. É a noite. Só precisa de estar em casa às duas da manhã. Fica a olhar para o rapaz mais velho. É uma pena não gostar de vinho.

0 comentários em “o álcool que a lei deixa”

  1. “É uma pena não gostar de vinho.”
    E será que gosta de shots ?! Afinal o propósito é o que conta: entrar em órbita! É por isso que qualquer proibição deixa de fazer sentido. O que importa é o porquê e o para quê!

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