Grécia antiga (13)


Pedro Correia,

«A vitória do Syriza é a primeira derrota significativa dos blocos de interesses ligados ao grande capital financeiro que governaram o continente. É de esperar que mais partidos ditos extremistas ganhem as eleições nos próximos anos. Espanha, França e até o Reino Unido são os próximos problemas com que a governação alemã da UE se vai debater.»

Nuno Ramos de Almeida no i (28 de Janeiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (13)”

  1. O ministro das Finanças de França, Michel Sapin, diz que é necessário acelerar as negociações entre Atenas e os credores para que se possa alcançar um acordo dentro de “dias ou semanas”.

  2. O ministro alemão das Finanças estabeleceu o próximo dia 30 de Junho como a data limite para alcançar um acordo com a Grécia. Este é o dia em que termina o resgate grego depois de em Fevereiro ter sido novamente prolongado por quatro meses.
    A Grécia tem até ao próximo dia 30 de Junho para alcançar um acordo final com o Grupo de Bruxelas. A garantia foi dada esta sexta-feira, 29 de Maio, pelo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, no discurso de encerramento do encontro do G7 que decorreu na cidade alemã de Dresden.

  3. São as minorias que têm dominado a Europa estes últimos 50 anos.

    Verdes, Homosexuais, Amigos dos animais, Ciganos, Regionalistas, e agora os Refugiados.

    Este exemplo grego (siryza) é o exemplo acabado em como minorias têm acabado com uma Europa que já não pode com uma gata-pelo-rabo.

    Mas o meu ídolo já avisava, muito antes de ir para Santa Comba Dão, que isto estava a ir por maus caminhos.

  4. O Bochechas, que hoje foi de novo passear até Évora no NOSSO Mercedes, é que anda todo contente: vitórias do PS em França, do PSOE em Espanha, dos Trabalhistas no Reino Unido, a Grécia a um passo do Grexit, é só alegrias.

    1. O clima vai retomar as trilhas do progresso,não esquenta mais,geleiras parai o derretimento,não mais sacudidelas tectónicas,não à inundação das casas de férias,nem incêndios nem tornados,o petróleo sobe ajudando a Venezuela e sobem os impostos sobre os que ainda não fugiram.Promessas e em breve realidades cantantes,acordai.

  5. Tanto ódio aos gregos!… Eles devem, nós devemos, eles vivem momentos difíceis, nós momentos difíceis vivemos e enquanto uns sofrem, outros aplaudem os maus da fita ou os péssimos realizadores. Esta peça, não é de todo digna duma sociedade do século XXI e mais parece que regredimos cem ou duzentos anos. Por onde anda a nossa sensibilidade? Apontamos o dedo aos gregos quando nós em pouco diferimos deles.

    1. Sempre a debitar as mesmas falsidades…

      Os gregos desbarataram, falsificaram, aldrabaram, opuseram-se à adesão de Portugal à CEE.

      Os gregos não têm máquina fiscal nem querem ter.

      Portugal entrou NOS EMPRÉSTIMOS À GRÉCIA.

      Etc (não vale a pena insistir perante a cegueira de certa gente)

      1. Portugal entrou como outros entraram para nós e não pagámos nada a não ser juros. Realidade pura. Os gregos não fizeram nem fazem nada disso, quem fez, foram aqueles que os enganaram e lhes esturraram tudo. Não é cegueira meu caro, é não querer que os que não têm culpa, paguem quando os culpados estão no bem bom, a gozar com o que lucraram com os anos em que estiveram na governação. Máquina fiscal sim, mas como a nossa não. As pequenas e médias empresas vivem e sobrevivem para pagar impostos e isto não é saudável para qualquer empresa. Com tanta carga fiscal asfixiámos a nossa economia e aumentámos a dívida. Como vamos nós e os gregos pagar senão temos como? Experimente pagar a dívida só com carga fiscal. Lhe garanto que não paga a dívida e mata o país. Maior cego é aquele que não quer ver e por isso insiste no erro.

  6. Não me parece que ninguém que os critique por quererem fazer o que querem com o dinheiro dos outros tenha ódio aos gregos.

    Ódio aos gregos é assumir que eles não têem culpas nenhumas e preconizar que se continuem a enterrar nas suas próprias contradições, isso sim parece-me ser odioso.

    Ora o povo grego tem culpas.
    Se criticarmos os portugueses que votaram (por exemplo) no actual governo ou no anterior teremos que nos lembrar que os governos gregos anteriores também foram eleitos democráticamente (a menos que a noção de democracia esteja enviesada, o que também acontece muito…).

    O povo grego vive momentos difíceis porque viveu momentos fáceis, que lhe souberam bem, isso também aconteceu um pouco por cá, ainda que em muito menor escala (basta olhar para os números, essa chatice que está por detrás das frases bonitas de circunstãncia).

    Só que por cá não temos uma fuga maciça aos impostos, não temos a marinha mercante mais importante do planeta (80% de toda a capacidade mundial existente) práticamente isenta de impostos pela Constituição nem a Igreja que sendo o maior proprietário do país também está isenta de impostos, isto tudo intocável pois o Sr. Tsipras e o Sr. Varoufakis já explicaram porque é que não íam mudar nada disto.

    De resto dramas terríveis quanto a reembolsos ao FMI tiveram a Argentina de Nestor Kirchner e o Brasil de Lula da Silva, não há tantos anos assim, não só pagaram tudo como o pagaram antecipadamente com evidente sacrifício geral.

    Só que Argentina e Brasil ficam longe e pouco afectam a vidinha do português que se borra todo só de pensar que a situação na Grécia nos arraste e lá leva com uma desvalorização maluca seguida de inflações lixadas.

    A sensibilidade que tanto apregoam a este problema é apenas a sensibilidade à sua própria carteira, a hipocrisia políticamente correcta parece ser um excelente limpa-consciências para muita gente.

    1. Também nós votamos nos governos que em campanha disseram A e depois fizeram B, com a agravante que nenhum outro governo até este, soube tão bem o que se passava pois assinaram o memorando ficando conhecedor da realidade e mesmo assim mentiu. O povo grego viveu aquilo que lhes proporcionaram e não iam recusar aquilo que lhes davam, pois nem sequer sabiam se o que lhes davam era muito ou pouco se era ilícito ou não. Lula da Silva disse que só ficaria bem se todo o seu povo tivesse uma refeição diária, nem só conseguiu isso, como conseguiu que a classe média aumentasse. Cá e na Grécia mata-se a classe média que sem ela não há economia que resista. Cá, põem as empresas sediadas na Holanda para fugirem aos impostos, logo estamos mais ou menos no mesmo patamar em relação a fugas e o nosso governo nada fez nem faz. Quando se apregoa a sensibilidade é chamar a atenção que o erro foi cometido e já não há qualquer hipótese de o remediar, sem causar danos gravíssimos a eles e a nós porque nem eles nem nós, conseguiremos pagar dívida alguma porque não temos como. A questão não está em ir à carteira deste ou daquele porque por muito que cortem e tirem às carteiras, isso jamais chegará para pagar um bocadinho da imensidão da nossa e da dívida deles. Esta é a realidade quer queiramos ou não.

      1. Agradeço o seu comentário ao meu.

        Infelizmente são quase 4 da manhã e eu tenho que me levantar às 8, fazer uma série de coisas, almoçar, meter-me no carro para ír para Lisboa onde me esperam outras questões.
        Aqui há 20 anos faria uma directa mas a 2 anos dos 70 já não me parece boa ideia.

        No entanto ficam alguns apontamentos.

        – O povo grego ou pelo menos parte dele não são uma série de coitadinhos que achavam que o dinheiro caía do céu e a quem ninguém explicou nada, votaram conscientemente nos outros e agora nestes porque tanto os outros como estes lhes prometeram tudo.
        Exactamente o mesmo tem acontecido aqui, se alguém lhe prometer que não paga a dívida estou certo que V. vota nele tendo em conta o que diz.

        – Penso que devia ír analisar porque é que Lula da Silva pôde fazer o que fez (e muito bem, aproveitou os altíssimos preços das “commodities”) e porque é que Dilma já está a anunciar medidas de austeridade graves, com o Brasil em recessão por pelo menos 2 anos segundo previsões oficiais.

        – Acho que se devia guiar pelas estadias no Algarve, as viagens ao estrangeiro, a compra de carros novos e de gadgets electrónicos variados, as saídas nocturnas diárias da malta jovem e menos jovem antes de anunciar a morte da classe média em Portugal.
        O drama é o desemprego mas esse é outro assunto de que não falou, talvez porque não o assuste.

        – A maior parte das grandes e muitas médias empresas de toda a Europa têm a sede na Holanda, a UE autoriza-o e enquanto estivermos na UE não vejo como o governo português ía impedir o que os outros todos não impedem (há agora uma grande celeuma em França sobre isto).

        – Não sei qual é a sua solução para o problema da dívida mas, como imagina, todas as que possa equacionar trarão complicações graves atrás, se quiser pôr os prós e contras de cada uma versus a situação actual na mesa era bom (mesmo que não o ponha aqui).

        Agora dizer que “esta é a realidade” eu nunca me atreveria.
        Quanto muito diría que “esta é a realidade para mim”.

        Um bom domingo para si

        1. Bom dia, meu caro.

          Aproveitando a deixa venho reafirmar evidências que já fui assinalando várias vezes por aqui mas que certas avestruzes, insistindo em manter a cabeça debaixo da areia, persistem em não vislumbrar:

          – Falam da Grécia como se fosse a Somália ou o Sudão. A Grécia tem – com visto autenticado do Eurostat – um PIB ‘per capita’ anual que ultrapassa os 20 mil dólares. Ligeiramente acima do português.
          – Se os gregos continuam a estender a mão à caridade internacional – não vale a pena dourar a pílula, o nome é este – isso deve-se a incompetência própria, não à culpa dos “malandros” dos parceiros europeus.
          – Na relação credor/devedor em nenhum caso como o da Grécia a diferença é tão abissal. Os gregos receberam ao longo de 30 anos ajudas financeiras europeias, em forma de fundos estruturais, equivalentes a 3% do seu PIB. De nada lhes serviu porque não souberam utilizar esse dinheiro.
          – A Grécia é-nos igualmente devedora, não o contrário. Portugal enviou mil e cem milhões de euros aos gregos, associando-se ao esforço conjunto europeu de emergência para salvar a Grécia da bancarrota.
          – Desde 2010 os gregos receberam quase 340 mil milhões de euros em auxílio financeiro de emergência – dos quais cem mil milhões já foram perdoados. O que está em causa, agora em Junho, é a última fatia dessa assistência financeira. Em troca deviam ter feito reformas… que não fizeram.
          – A Grécia sempre aldrabou as contas. Antes e depois da adesão à Europa.
          – A Grécia opôs-se durante cinco anos a adesão de Portugal à CEE, ameaçando vetar a nossa entrada como mero pretexto para sacar mais dinheiro dos parceiros europeus. E sacou mesmo. Dinheiro que não tardou a ser desperdiçado.
          – O PIB oficial ‘per capita’ grego é superior ao oficial. Porque uma parte significativa da economia real do país é movida pela chamada “economia paralela”: os gregos são campeões europeus na fuga aos impostos. Um facto que se tem agravado desde a chegada do actual governo de coligação ao poder, em Janeiro. Estima-se que cerca de um terço dos que (ainda) pagavam imposto deixaram de fazê-lo. Consequência óbvia da demagogia eleitoral do partido vencedor, que agora paga as consequências disso.
          – Trinta anos após a nossa adesão à Europa, ainda há quem se espante ao ver empresas transferir a sua sede social, para efeitos fiscais, para outro Estado-membro da UE que proporcione condições mais vantajosas. A liberdade de circulação de pessoas e a liberdade de circulação de capitais são dois pilares da União Europeia desde os alicerces lançados pelos “pais fundadores”. Não por acaso, a zona do mundo que proporciona condições de vida mais próspera aos seus habitantes. Porque será? Não é do guaraná.
          – O desemprego é, de facto, um drama. Difícil de solucionar, pois em muitos casos a máquina substituiu o homem. Alguns saudosistas que suspiram de nostalgia pelo “pleno emprego” de outros tempos não fazem a menor ideia do que era esse “pleno emprego”, desde logo porque não o viveram: enxada na mão de sol a sol, horas a fio em linhas de montagem sem ver a luz do dia, pesca artesanal em cascas de noz sujeitas a virar-se em função dos caprichos da natureza, silicose a roer os pulmões no fundo de uma mina. E, em certos períodos, a inflação a levar o pouco que se ganhava pois (nos anos 80, por exemplo) chegou a ultrapassar os 30% em Portugal.

          Mais haveria a dizer neste “diálogo a três” (ou trinta) que no fundo é só consigo pois não me sobraria tempo para permanecer no blablablá com anónimos porque há que ganhar a vida. Inclusive nos chamados dias de descanso, que no meu caso também têm sido de trabalho. Felizmente, acrescento eu.

          Fico-me por aqui. Com um abraço e desejando-lhe um bom domingo.

          1. “Não me sobraria tempo para permanecer no blablablá com anónimos porque há que ganhar a vida” É estranho que o senhor do Blog sinta um tal desprezo pelos comentários que são contrários aos seus que lhes chame avestruzes. Total mau gosto de sua parte, o não usar de uma certa diplomacia para com as avestruzes que por aqui deambulam, mas enfim, não pode gostar de todos, mas pode tratá-los como mais uns que fazem parte da sua euforia, quando contabiliza aqueles que visitam a página. Uma coisa pode ter a certeza, este seu desprezo pelos anónimos e avestruzes, só faz que olhe mais e mais, para aqueles que na vida apesar de trabalharem dia e noite, contam o pouco que têm para fazerem frente às dificuldades dessa mesma vida e apoiarei os gregos que nada têm a ver com o mal que os seus governos praticaram. Sou um anónimo que hoje, mas só hoje é: J R S que para qualquer comum mortal, vai dar ao mesmo que ser anónimo.

          2. Prepare-se porque vamos todos “apoiar” os gregos. Queiramos ou não. O terceiro resgate à Grécia está a caminho.
            Com dinheiro nosso também. Meu e seu. Dinheiro que mal nos chega para fazer face a despesas essenciais.
            Pode começar a alegrar-se desde já. E quando se cansar tire a cabeça debaixo da areia.

          3. Não sei se o dinheiro é seu e do comentador em questão, quase de certeza que é só seu (e meu e de outros mas duvido muito que dele).

            O problema é que o meu amigo é um contribuínte líquido e portanto pode afirmar que é dinheiro que mal nos chega para fazer face a despesas essenciais cá na terra, com portugueses, preocupado que está com o desvio para locais que ninguém controla de verbas que nos fazem tanta falta (e já agora aos 7 países da zona euro com PIB per capita inferior à Grécia).

            E eu ao ler comentários cheios de indignações bacôcas não consigo deixar de pensar (coisas cá minhas que me ficaram de “outras vidas”) que vêm de quem não paga impostos – o que é aceitável pois 60% dos portugueses não o fazem por maioritáriamente justas mas pontualmente pouco respeitáveis razões – mas também de quem se está completamente cagando para o concidadão pobre e miserável com quem se cruza na rua e prefere mostrar num comentário da blogosfera, em que nem a família acredita, quão altruísta é com povos distantes.

            Pena é não o serem com os da Somália e do Sudão.
            Isso é que era altruísmo, assim é só oportunismo.

            Mas como venho dizendo aqui há muito tempo, os acagaçados desta terra acham que a seguir à Grécia vamos nós (não é verdade, a Alemanha e a Itália são os únicos países que podem saír amanhã do euro, sem grandes sobressaltos , cada um pelas suas razões).

            Os acagaçados desta terra vão, como sempre ao longo da nossa História, lixar a vida aos que tentam lutar e só escorregam na merda que eles espalham.

          4. Não se preocupe com a minha cabeça porque se tivermos de ajudar os gregos, não seremos os únicos e isso não é alegria, é solidariedade. Não se esqueça que também os outros, nos ajudaram e gostámos, mas ficámos mal impressionados quando os finlandeses disseram não estar dispostos a ajudar-nos. É por estas e por outras que temos de ser solidários, para que amanhã não nos atirem à cara que temos o que merecemos. É que a dívida continua e bem grande……

          5. Seria fácil, muito fácil, rebater cada argumento apresentado pelo Pedro Correia mas não irei fazê-lo, porque não adiantaria de nada, nem a mim nem ao Pedro Correia nem a todas as pessoas que partilham da sua opinião, umas por interesse outras genuinamente e muito menos aos que não o fazem, uns por interesse outros genuinamente

            O que é certo é que tal como até aqui serão sempre os mesmos a pagar pelos erros (dolosos) de quem manda e se até aqui foi como passear no parque em que ás vezes caímos agora irá ser muito pior.

        2. É para si e não o posso forçar a ter a mesma opinião que eu e saber aceitar a opinião do outro é o que todos devemos fazer, embora por vezes nos custe. É pena que só veja os que vão até ao Algarve e ao estrangeiro porque esses, são a minoria porque a maioria conta os cêntimos todos os dias, para verem se cortam nos medicamentos, na comida ou nos óculos e acredite que são a grande maioria. Lamento que nem todos possam fazer o mesmo que os outros porque afinal andamos cá para termos um pouco de dignidade e um pouquinho de algo que nos anime a alma. Se Dilma está a anunciar medidas de austeridade, devem-se pura e simplesmente ao brutal nível de corrupção que sempre minou e está no auge. Sabe perfeitamente que o Brasil poderia ser um país sem problemas, pois tem tudo, para ser uma grande nação, mas a corrupção tem sido a desgraça daquele país e depois do nada aparecem podres de ricos. Se há empresas, de outros países da Europa que têm sedes na Holanda, não me interessa, mas interessa-me que nós temos uma dívida que tem de ser paga pelos que trabalham, enquanto outros, fogem aos mesmos legalmente e a isto chamo roubo legal. Poderá haver uma solução igual àquela que foi dada à Alemanha, em que todos os países, apesar de terem sido destruídos e massacrados por eles, aceitaram ajudá-los e agora poder-se-ia fazer o mesmo porque não há outra hipótese de pagar a não ser assim. Garanto-lhe que jamais conseguiremos pagar porque falta aquilo com que se pagam as dívidas. Esta realidade, é tão real que é para mim e quase todos os portugueses, infelizmente. Se para si não é, óptimo.

          1. Tive algum cuidado em responder-lhe pois respondo a toda a gente, mesmo que essas pessoas nem o raio de um nick apresentem que permita seguir-lhes o seu pensamento e a sua coerência ao longo dos tempos.

            Mas a partir do momento em que V.começa a tirar conclusões a meu respeito e ao modo como eu ando neste mundo, da forma como o faz, não vou continuar a conversa.
            É preciso ter uma lata do caraças ou uma grande falta de bom senso para se dar conselhos com ar paternal a uma pessoa que não se conhece de sítio nenhum e que tanto pode ser um atrasado mental como saber mais da vida profundamente adormecido que V. completamente acordado, vai um mundo pelo meio.

            Nem discuto as suas tentativas de mudar a conversa para os pobres mesmo pobres (que são demais, são sempre demais, um já é demais para mim) quando eu apenas falava da classe média.
            Informe-se, já que não me parece que conheça pobres mesmo pobres, eu conheço e muitos, sempre conheci, nasci num meio muito “especial” e toda a vida me movi em ambientes não menos “especiais”.

            Um milhão de portugueses rumaram a sul no último fim-de-semana prolongado e outro milhão rumou a norte (esses apanhei todos na A1..), há 5 milhões de viaturas ligeiras registadas no Instituto de Seguros de Portugal (portanto a andar) e não há classe média, só há pobres?

            Diz o Anónimo “Sabe perfeitamente que o Brasil poderia ser um país sem problemas, pois tem tudo, para ser uma grande nação”.

            Não, não sei.
            A sua mulher trabalhou e viveu lá em tempos?
            O seu filho mais velho e quarentão trabalhou e viveu lá uns anos recentemente?
            O seu filho a seguir àquele passou lá uma semana por mês nos últimos 15 anos como funcionário de uma empresa da aviação civil?
            V. foi lá muitas vezes, alugou casa, comprou carro, foi para um escritório e para as repartições tratar de assuntos burocráticos?

            Não, nem uma destas?
            E é a mim que me dá lições sobre o que o Brasil é ou podia ser?

            Se para mim não é, óptimo?
            Aí estou de acordo consigo, pois não tenho feitio para choradeiras hipócritas.

            A dívida tem que ser paga pelos que pagam impostos, que é um bocado diferente do que diz.
            E eu que pago impostos a sério acho muito bem que esse dinheiro sirva para tornar mais fácil a vida dos portugueses que não tiveram as minhas possibilidades, por mérito ou por sorte, e não para os cidadãos de um país que têm um rendimento per capita superior aos portugueses.

            Tente fazer-se à vida…

            Nota- Claro que os meus impostos são todos “comidos” pelos corruptos nacionais, esse é também um dos chavões típicos.
            Pois se os meus impostos têm que ír para corruptos que vão para os “da casa”.

          2. Também eu pago impostos e de que maneira, mas esses impostos deveriam ser para pagar saúde, educação, serviços sociais, pois é esse o seu fim e não para pagar dívidas. Se um milhão de portugueses rumou ao Algarve e outro milhão ao Norte, alegro-me por eles porque ainda há dois milhões que podem num fim de semana ser um bocadinho felizes porque o outro resto… Não lhe dou lições sobre o Brasil, mas poderia dar. Não o mando fazer-se à vida, tal como me mandou a mim porque não é de todo correcto, mas relevo porque nem sempre estamos nos nossos melhores dias e provavelmente é esse o seu caso, pois como referiu em cima dormiu pouco e andou bastante.

          3. Não sei se paga ou não paga, não sei quem é, só sei que só se chora e nunca dá a cara nem sequer assinando com um nick qualquer.

            Quem paga impostos “e de que maneira” não se chora e muito menos diz com ar superior que ainda bem que 2 milhões de pessoas que não os pagam porque são pobres mas podem ter carros de gama média e alta recentes (cada vez se vêem mais) se podem dar ao luxo de gozar um pouco da vida.

            Quanto ao Brasil tenha juízo pois só disse chavões e, ainda por cima, tirados dos jornais, não conhece a ponta de um corno das razões pelas quais aquilo cresceu e agora está outra vez mal.

            Se reparar bem o dinheiro que entrou serve também para pagar a “sua” saúde, a “sua” educação, os “seus” serviços sociais pois cá dentro não se gera o suficiente para isso.

            Não precisa de relevar nada, era o que me faltava andar há anos a assinar “rmg” em todos os blogs onde escrevo, conhecer autores de blogs, leitores e comentadores pessoalmente e ser “perdoado” por um “Anónimo” magnânimo…

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