Em 13 de Outubro de 2009 fiquei sem acesso a uma das aplicações informáticas do Ministério da Justiça.
Nesse mesmo dia apresentei uma reclamação via internet.
Entretanto, algumas horas depois, o serviço de acesso foi restabelecido. Não voltei a pensar no assunto.
Agora, volvidos mais de 6 (seis!) meses, recebo um ofício do Sr. Inspector-Geral a esclarecer-me que o “ITIJ, I.P. remeteu a esta Inspecção-Geral o Ofício n.º 728/GP de 6/4/2010, alegando que a dificuldade sentida pelo reclamante foi ultrapassada” e que “a impossibilidade de acesso teve origem numa anomalia momentânea da aplicação e que a mesma se encontra sanada, estando o seu acesso totalmente restabelecido“.
Fiquei esclarecido. Quer quanto à eficiência dos serviços, quer quanto à necessidade das novas tecnologias serem complementadas por ofícios em papel enviados mais de seis meses depois da resolução dos problemas. Estão justificados os € 0,32 do porte de correio.
Assim, este país nunca há-de chegar a parte alguma.

És um exagerado. «Este país nunca há-de chegar a parte alguma»? Claro que chega. À velocidade da Justiça.
Não é fantástico como, neste país, a tecnologia não serve para simplificar mas sim para acrescentar mais uma camada de burocracia a um sistema já de si burocrático? Não acredito que Portugal sobrevivesse sem o impressozinho pelo correio, de preferência em triplicado e com o carimbo xpto…
Este teu ‘post’ merecia ser destacado e afixado em todas as repartições onde se presta a denominada “função publica” neste país.
Acho que os funcionários não iam aperceber-se; andam muito ocupados a enviar cartas…estão assoberbados em trabalho, a recuperar um atraso de 6 meses, dizem!!
Esta é a realidade dos serviços públicos, ineficiência e desorganização. Apesar disso, de salientar o facto de o problema ter sido resolvido antes do decurso dos seis meses…!