Novas tecnologias, velhas mentalidades


Sérgio de Almeida Correia,

Em 13 de Outubro de 2009 fiquei sem acesso a uma das aplicações informáticas do Ministério da Justiça.

Nesse mesmo dia apresentei uma reclamação via internet.

Entretanto, algumas horas depois, o serviço de acesso foi restabelecido. Não voltei a pensar no assunto.

Agora, volvidos mais de 6 (seis!) meses, recebo um ofício do Sr. Inspector-Geral a esclarecer-me que o “ITIJ, I.P. remeteu a esta Inspecção-Geral o Ofício n.º 728/GP de 6/4/2010, alegando que a dificuldade sentida pelo reclamante foi ultrapassada” e que “a impossibilidade de acesso teve origem numa anomalia momentânea da aplicação e que a mesma se encontra sanada, estando o seu acesso totalmente restabelecido“.

Fiquei esclarecido. Quer quanto à eficiência dos serviços, quer quanto à necessidade das novas tecnologias serem complementadas por ofícios em papel enviados mais de seis meses depois da resolução dos problemas. Estão justificados os € 0,32 do porte de correio.

Assim, este país nunca há-de chegar a parte alguma.

5 comentários em “Novas tecnologias, velhas mentalidades”

  1. Não é fantástico como, neste país, a tecnologia não serve para simplificar mas sim para acrescentar mais uma camada de burocracia a um sistema já de si burocrático? Não acredito que Portugal sobrevivesse sem o impressozinho pelo correio, de preferência em triplicado e com o carimbo xpto…

    1. Acho que os funcionários não iam aperceber-se; andam muito ocupados a enviar cartas…estão assoberbados em trabalho, a recuperar um atraso de 6 meses, dizem!!

  2. Esta é a realidade dos serviços públicos, ineficiência e desorganização. Apesar disso, de salientar o facto de o problema ter sido resolvido antes do decurso dos seis meses…!

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