Novamente na direcção errada


Pedro Correia,

Uma vez mais, o PSD a disparar na direcção errada, transformando o Presidente da República em alvo político. Não haverá maneira de os estrategos entrincheirados na Lapa perceberem que assim só cavam cada vez mais fundo um fosso destinado a separá-los do país real?

0 comentários em “Novamente na direcção errada”

  1. A propósito da reação ás palavras da ex-ministra das finanças M.L. Albuquerque o Sr. Presidente vai ter que explicar quais as situações, e quem nelas se saiu mal com um ou quais presidentes por causa dos alegados arremessos. E ainda se não reparou que o efeito boomerang se abate muitas vezes sobre quem fala assim quando pretende atingir outrem. Quanto a cada um puxar a brasa á sua sardinha, ás vezes até parece que há quem esteja de serviço ao fogareiro e que parece substituir e dispensar os diretamente interessados no aquecimento.

      1. Talvez sim. Mas não será menos desajustado e lamentável que o presidente entre em troca de galhardetes com um membro de um partido político. Com a agravante de deixar subjacente uma ameaça velada, pareceu-me, de retaliação.

      1. Música para os ouvidos de António Costa. Com o PSD a gastar munições contra o PR, o sorriso do PM amplia-se.
        Outro erro estratégico do PSD, somado às hostilidades abertas com o CDS e à total incapacidade de escolher candidatos autárquicos credíveis em Lisboa e Porto, praças fortes das próximas autárquicas.

        As guerras entre Eanes e Sá Carneiro nada têm a ver com esta história. São de outro século. Com um governo ainda politicamente responsável perante o PR e o Conselho da Revolução como tutela das instituições civis, enquanto reminiscência dos tempos pré-constitucionais.

    1. Parece ser uma excelente estratégia dirigir ataques ao Presidente, tendo em conta os seus baixos índices de popularidade, ao contrário de Passos Coelho!

  2. Bom dia Pedro Correia.
    Não simpatizo com a Sra MLA.
    Ouvi a entrevista. Pessoalmente creio que não devia ter dito que o PR não é o que de facto não é. Por trás disto tudo, penso que existem muitos ódios pessoais. Por outro lado, o PR está cada vez mais a pôr-se a jeito. E não devia responder quase à letra a militantes partidários, sejam quais forem. Oxalá me engane, mas estas pequeninas coisas daqui a mais um ano darão uma soma muito grande. Ninguém fica bem na fotografia.
    António Cabral

  3. Alguém tem que dizer o óbvio a Mr. Marcelfie.
    Se esse alguém for uma pessoa reconhecidamente moderada e ponderada como é Maria Luís Albuquerque, melhor!
    Mr. Marcelfie não se pode contemplar como um qualquer rei absolutista, nem pode arrogar-se o direito de dizer tudo quanto lhe apetece, quando lhe apetece e como lhe apetece sem com isso ficar sujeito à crítica democrática.
    É tão evidente que Maria Luís aceitou em cheio, que a resposta de Mr. Marcelfie está carregada de ameaças

      1. Discordo, evidentemente.
        ‘Mr Marcelfie’ não é uma tentativa de amesquinhamento.
        É a constatação da realidade: o PR está mais preocupado com o ‘parecer’ do que com o ‘ser’. Se alguém está a amesquinhar, é precisamente o cidadão Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa relativamente ao desempenho do cargo Presidente da República.
        Exemplo de fortaleza é que não é!
        E por aqui me fico

        1. Já reparou que a esmagadora maioria dos portugueses não o acompanha no seu raciocínio?
          Ou preferia ter em Belém um novo Jorge Sampaio, que decidiu um dia dissolver o Parlamento por já não aguentar a cara do primeiro-ministro?
          É esse o modelo institucional que prefere?

          1. Em boa verdade, não procuro a companhia de quem quer que seja, quanto mais da esmagadora maioria dos portugueses…
            Depois, também não me interessa nada comparar o actual PR com qualquer dos ex (até porque, sendo as circunstâncias diferentes, jamais saberemos com se comportaria qualquer deles).
            A minha discordância/crítica relativamente ao PR tem a ver com a forma como ele exerce o mandato e como não se resguarda para o que possa aí vir (e que pode exigir dele muito mais recato, ponderação e acção efectiva). Neste sentido, ‘Mr Marcelfie’ é uma boa caricatura/crítica ao que temos assistido, como poderia ser ‘Marcelo, o afectuoso’…
            [sobre maiorias (‘esmagadoras’ ou nem tanto) e estar ou não estar com elas, vale a pena lembrar as legislativas de 2009…]

  4. Pedro Feytor Pinto: “Marcelo Rebelo de Sousa é uma criatura de Marcello Caetano”

    Pedro, o que lhe parece?

    Em certos sentido Marcelo faz-me lembrar um líder carismático, como aqueles que se procuravam nas 3ºvias, das décadas de 20-30, para além dos partidos. E nesse sentido concordo com Pedro Feytor Pinto. Existe algo de deja vu em Marcelo, a lembrar uma Primavera marcelista, mas numa TV, a cores, HD

    Marcelo um pater famílias, um pater patriae

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *