“Dez desempregados perdem o subsídio a cada hora.”
Notícia do Expresso
4 comentários em “Notícias do “estado social” (17)”
Sócrates, o Grego, deixou à humanidade uma filosofia alicerçada na dúvida. O legado de Sócrates, o luso, é uma nova epistemologia da dívida. E também do défice. Sócrates, o nosso (salvo seja), nega que se possa alcançar o verdadeiro conhecimento dos respectivos valores (é certo que falar aqui em valores nos remete para a ética e isso é coisa que manifestamente não vem ao caso). Tem, neste particular, algo de platónico. Nós, os cidadãos e contribuintes, estamos numa Caverna e tudo o que vemos são sombras. A nossa visão não alcança a realidade das derrapagens, da desorçamentação e das parcerias impúdico-privadas. Mas isto é assim para nosso bem. Se soubéssemos a verdade, ficaríamos angustiados. Assim, como se vê, vivemos em entusiástica celebração. Chama-se a isto a Alegria da Caverna. Esta nova epistemologia não trata da evidência. É evidente que estamos falidos. Mas isso não interessa nada. Em contrapartida, é uma epistemologia que valoriza a eminência. Promove-a aos mais diversos cargos da Nação. Sobretudo se for parda. Muito mais quando nos aproximarmos do fim do ciclo político. Inovadora como é, a abordagem socrática não se analisa com métodos tradicionais. Por exemplo, para este fenómeno não nos serve a visão estreita e comum da Economia ou da Ciência Política. A maior parte dos analistas económicos e politólogos da praça não foi capaz de antecipar o desastre. O facto de dependerem servilmente do poder também pode ter ajudado. Mas Sócrates é um Cisne Negro. A sua (dele) incompetência podia adivinhar-se. Tirava-se pelo Pinto. De Sousa. Mas era absolutamente imprevisível na sua magnitude. A compreensão global de Sócrates é do domínio da Ciência Apocalíptica. Apenas os apocaliptólogos como Medina Carreira dispunham do quadro mental adequado a antecipá-la na sua dimensão. Estou convencido que nem o Ministro 7UP o compreendeu na sua plenitude. A característica distintiva de um bom economista é falhar a maior parte das previsões. Teixeira dos Santos há muitos anos que não acerta uma. É, portanto, um economista com competência muito acima da média. O pressuposto básico da economia é a escassez de recursos. Economista de excelência, Teixeira dos Santos não podia imaginar que Sócrates tem um potencial de destruição inesgotável. Um e outro são a cara e a coroa da Bancarrota. Tu lavas e eu limpo. Tu enganas-te e eu minto. Teixeira dos Santos gravou-nos o erro técnico na pele. Sócrates talhou-nos o seu corte epistemológico na carne. Esta chaga que ostentamos no peito chama-se ruptura social.
Sócrates, o Grego, deixou à humanidade uma filosofia alicerçada na dúvida. O legado de Sócrates, o luso, é uma nova epistemologia da dívida. E também do défice. Sócrates, o nosso (salvo seja), nega que se possa alcançar o verdadeiro conhecimento dos respectivos valores (é certo que falar aqui em valores nos remete para a ética e isso é coisa que manifestamente não vem ao caso). Tem, neste particular, algo de platónico. Nós, os cidadãos e contribuintes, estamos numa Caverna e tudo o que vemos são sombras. A nossa visão não alcança a realidade das derrapagens, da desorçamentação e das parcerias impúdico-privadas. Mas isto é assim para nosso bem. Se soubéssemos a verdade, ficaríamos angustiados. Assim, como se vê, vivemos em entusiástica celebração. Chama-se a isto a Alegria da Caverna. Esta nova epistemologia não trata da evidência. É evidente que estamos falidos. Mas isso não interessa nada. Em contrapartida, é uma epistemologia que valoriza a eminência. Promove-a aos mais diversos cargos da Nação. Sobretudo se for parda. Muito mais quando nos aproximarmos do fim do ciclo político. Inovadora como é, a abordagem socrática não se analisa com métodos tradicionais. Por exemplo, para este fenómeno não nos serve a visão estreita e comum da Economia ou da Ciência Política. A maior parte dos analistas económicos e politólogos da praça não foi capaz de antecipar o desastre. O facto de dependerem servilmente do poder também pode ter ajudado. Mas Sócrates é um Cisne Negro. A sua (dele) incompetência podia adivinhar-se. Tirava-se pelo Pinto. De Sousa. Mas era absolutamente imprevisível na sua magnitude. A compreensão global de Sócrates é do domínio da Ciência Apocalíptica. Apenas os apocaliptólogos como Medina Carreira dispunham do quadro mental adequado a antecipá-la na sua dimensão. Estou convencido que nem o Ministro 7UP o compreendeu na sua plenitude. A característica distintiva de um bom economista é falhar a maior parte das previsões. Teixeira dos Santos há muitos anos que não acerta uma. É, portanto, um economista com competência muito acima da média. O pressuposto básico da economia é a escassez de recursos. Economista de excelência, Teixeira dos Santos não podia imaginar que Sócrates tem um potencial de destruição inesgotável. Um e outro são a cara e a coroa da Bancarrota. Tu lavas e eu limpo. Tu enganas-te e eu minto. Teixeira dos Santos gravou-nos o erro técnico na pele. Sócrates talhou-nos o seu corte epistemológico na carne. Esta chaga que ostentamos no peito chama-se ruptura social.
O Duo da Bancarrota: esta expressão vai perdurar. Infelizmente.
Se eles e nós tivéssemos acordado mais cedo poderia ser bem diferente.Digo eu!
E diz bem.