Daniel Hannan é um eurodeputado inglês, eleito pelos Conservadores, que representa, em pleno Parlamento Europeu, grande parte dos valores que me definem politicamente. Sem medos, avesso ao politicamente correcto, Daniel Hannan tem constantemente dado a cara pela crítica ao gigantismo estadual fruto do socialismo reinante, na maior parte das vezes prevendo, com rigor e acutilância, o caminho para a servidão em que caminhamos. Tem um blogue que vale muito a pena ser lido por quem se interessa pela, ou por quem pretende conhecer um pouco mais a, alternativa liberal ao socialismo. E, já agora, vale igualmente a pena ver alguns dos vídeos com as suas intervenções. Este é o discurso que, em minha opinião, faz falta em Portugal.
Blogue da Semana
Adolfo Mesquita Nunes,

Então um eurodeputado eleito pelo partido conservador anda a defender uma alternativa liberal? Será que ele (e o partido conservador) não sabem que no Reino Unido já há um partido liberal (ou que, pelo menos, se encontra na união europeia de partidos liberais)? Mas que confusão que por aí vai…
Terei todo o prazer em discutir o assunto com o Luís Lavoura. Mas só depois de o Luís perder algum tempo a ler e a ouvir o Daniel Hannan. Nessa altura poderá expor os motivos pelos quais considera que o eurodeputado não representa uma alternativa liberal, assim evidenciando a confusão que por aqui vai.
Até lá, essa conversa de rótulos não funciona. Seria o mesmo que estar a dizer que a Thatcher se não aproximou governativamente do liberalismo apenas porque era do partido conservador, ou dizer que o luso movimento liberal social é liberal apenas por ter liberal no nome. Perda de tempo, por isso.
Eu não digo que o sr Hannan não represente uma alternativa liberal mas, se fôr esse o caso, afirmo que há alguma coisa errada, pois então ele não deveria estar num partido conservador, nem tal partido deveria aceitar tê-lo lá. Apenas isso.
Só vi um dos vídeos, em que ele defende (aparentemente) que é o Estado Social o culpado pela baixa natalidade na Europa. E achei que é uma ideia que não lembraria ao diabo. Livra!!!
O facto de o Luís Lavoura achar que isso não lembra ao diabo não é ainda, ao que sei, certificado de que o Hannan não é liberal. Ou é?
E não vejo onde possa estar o disparate. Há duas formas de encarar o problema da natalidade. De um lado, as medidas de apoio directo à natalidade como veículo privilegiado de acção, que é o lado socialista. De outro, eliminação de todas as discriminações negativas que afectam a família e que a impedem de, em liberdade, escolher ter um filho ou não, que é o lado liberal.
“eliminação de todas as discriminações negativas que afectam a família”
Quais são essas discriminações?
a legislação fiscal que penaliza as familias, por exemplo.