Notas políticas (2)


Pedro Correia,

O segundo executivo de coligação PSD/CDS liderado por Passos Coelho, derrubado escassos 11 dias após a tomada de posse, figuraria em quarto lugar entre os governos de mais curta duração desde a proclamação da república se a sua exoneração produzisse efeitos a partir de hoje.

Álvaro de Castro (primeiro-ministro só durante dez dias, à frente do 27º Governo republicano, de 20 a 30 de Novembro de 1920) e António Maria da Silva (que liderou o 36º Governo durante sete dias, entre 30 de Novembro e 7 de Dezembro de 1922) estiveram ainda menos tempo em funções. Mas o recorde absoluto cabe a Francisco Fernandes Costa, líder do 22º Governo, empossado e exonerado no mesmo dia, a 5 de Janeiro de 1920 .

Chamou-se, com toda a propriedade, o “governo dos cinco minutos”.

0 comentários em “Notas políticas (2)”

  1. O PAN já cometeu a primeira gaffe que espero determinará a sua extinção rápida ou, pior para nós, a aglutinação com outros partidos de causas sem programa. Em vez de sabiamente se abster, votou a favor da moção do PS. Um erro tolo de prinicipiante. Tchau André: vai dar banho ao cão.

  2. Caro Pedro:

    É cedo para contar os dias do Governo. Já estava em gestão antes de o programa ser votado e continua em gestão depois de o mesmo ser rejeitado. Lá se verá se e quando Costa lá chega. Se Cavaco resolver imitar Sampaio, haverá procissões diárias de todos os notáveis do país a Belém, até se decidir (ou não) a nomear Costa. Vamos ver por isso quanto tempo este governo ainda se mantém em funções.

    1. Manuel Vicente Alfredo da Costa foi um grande médico português. De tal maneira que o seu nome ficou perpetuado, a partir de 1932, na mais emblemática maternidade de Lisboa.

      1. Não queria referir o médico mas sim um dos regicidas, Alfredo Luís da Costa. Não me ocorreu que poderia haver confusão com o homem que deu o nome à mais famosa maternidade do país… onde, aliás, eu nasci. 😉

  3. Releio a quantidade de governos,governantes,promessas,derrubes durante a
    I República lembro-me logo do que veio a seguir.
    E eu queria era esquecer…

      1. E eu continuo a dizer que o que veio a seguir durou o que durou porque o senhor conhecia muitíssimo bem o seu povo. Se há coisa que ele, povo, odeia, é a desordem e a imprevisibilidade (continuo também a dizer que o pior destes 4 anos foi as pessoas não saberem com que podiam contar). Portanto…

  4. O faz de conta que esta fantochada representa cava um fosso (mais um) entre paises organizados e republicas do sul.No dia dos resultados das eleições nos tais paises de barbaros o vencedor, apresenta aos eleitores o seu governo, e as formalidades duram dois ou tres dias, porque o que se esteve a tratar foi de se candidatar a governar (como qualquer espirito minimamente positivo espera) é que se tenha preparado todo o elenco de governo antes que se inicie a votação. Aqui como somos formalmente napoleonicos (na minha terra eu e os meus colegas saloios) chamamos a esta fantochada banha da cobra pseudo democratica; muitos sorrisos e ares emproados, porque quem paga nem pergunta o quê e porquê.

        1. A tese do cristof é que os países do Norte da Europa conseguem ter o Governo pronto em dois ou três dias. Eu questiono se a Alemanha pertence a esse grupo ou não.

          1. Ah, OK. Julgo que ele expunha uma tese geral. Mas também na Grécia, por exemplo, os governos formam-se em 24 horas. Aconteceu em Janeiro e voltou a acontecer em Setembro.

          2. Uma tese “queijo suíço”, pois não lhe faltam buracos. Ou, noutras palavras, está em desacordo com a realidade.

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