Notas de viagem (2)


josegomesandre,
É difícil não gostar de Copenhaga. Cidade limpa, espaçosa, convida a longos passeios junto a cursos de água espalhados por todo o lado. Tem mais bicicletas que automóveis, mais restaurantes que agências governamentais, dezenas de esplanadas, bons museus e ruas pedonais. Uma delas, a que chamam Stroget, tem quase dois quilómetros e permite contemplar dúzias de lojas entrecortadas por igrejas medievais e renascentistas, edifícios barrocos e apetitosas pastelarias (parece confuso, mas é um deleite).

 

Andando um pouco para Norte, encontramos aprazíveis jardins públicos e encantadores palácios reais, bem apresentados e com valiosos conteúdos. Por vezes têm aquele tom excessivamente de “conto de fadas”, mas antes um castelo mais ou menos piroso, repleto de mostras de porcelana chinesa, do que estatelar o olhar num muito português “estamos fechados ao almoço” ou encontrarmos trancas à porta, imaginando que o edifício está encerrado por falta de verbas para abrir ao público.

 

 

A estética urbana, embora claramente devedora da arquitectura holandesa, é apelativa e está muitíssimo bem preservada, sendo disto prova o magnífico Nyhavn (a zona do porto antigo). Local de peregrinação, a convidar à foto e a uma estadia demorada. Retemperadas forças, é hora de rumar aos célebres Jardins do Tivoli, local dificilmente classificável. Imaginem um espaço gigantesco no centro de uma capital europeia onde podemos, simultaneamente, ouvir um concerto de jazz ou uma super-produção pop, comer as mais oleosas bifanas ou jantar em restaurantes finíssimos, andar na montanha russa ou alimentar carpas num repousante lago. E agora, juntem-lhe um pagode chinês, dezenas de casas de diversão, carrosséis, um barco pirata e um palco onde decorre um espectáculo de pantomima. É um nadinha surreal – mas igualmente divino…

12 comentários em “Notas de viagem (2)”

    1. Olá, Teresa! Na verdade, já regressei (embora o relato pretenda ser mais ou menos no presente, porque se torna mais realista). Na altura, frio e chuva. Agora? Frio e chuva, diz o Google. É mesmo a única coisa lamentável do Norte da Europa… Beijos!

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