Há uma série de anos, no saudoso ano de 2007, teci em sede própria umas breves considerações sobre a natureza do PSD e a confusão ideológica que sempre demonstrou, dando a ideia de que o melhor seria dividir-se, indo a parte (mesmo) social-democrata para o PS, a liberal formaria um novo partido e a mais conservadora ou democrata-cristã fundir-se-ia com o CDS, criando um partido de direita mais sólido semelhante ao PP espanhol, com as devidas adaptações.
Passados estes anos, não vejo grandes saídas para o PS, tirando talvez alguns autarcas, mas mudanças destas há sempre. A constituição de um partido liberal verificou-se, mesmo sem grandes nomes do PSD, ao contrário do que aconteceu com uma nova formação da direita radical, liderado por um ex-militante laranja. Já quanto à parte da fusão com o CDS, inverto o conselho, ou antes, dirijo-o agora ao CDS: se é para a minimização e a depuração das facções que não interessam à liderança de ocasião, mais vale que se separem e que se juntem a outras formações. Sempre ajudaria a clarificar o panorama partidário português, mesmo que à custa de um histórico da democracia portuguesa. Que pode sempre continuar a existir com a dimensão de outro histórico, o MRPP. Quem sabe se um dia não viria a reganhar a relevância que já teve.

Pois, os do MRPP já lá estavam no saudoso ano de 1997.
Para compor o escaqueirado ramalhete temos um monumento de sabedoria balofa que nem pela boas razões se deixa influenciar.
Ouvir tanta gente antes de uma decisão não passa de um mórbido ritual para contemplação do próprio umbigo.
Sua Excelência faz questão de nos repetir lá do alto a demonstração da sua nulidade, nem que seja a propósito de mais um prego torto mal martelado.
Houve essa tentativa de divisão quando o Santana Lopes formou a Aliança e foi o que se viu.
Não é líder quem quer ser líder, o que nós temos a chefiar os partidos são apenas testas de ferro de interesses obscuros. São pessoas que são pagas para representar uma personagem que se adapte mais facilmente aos humores da facção que defende.
Não há causas, não há objectivos, não há programa, não há nada. O que move estes pseudo líderes, são estas lutazinhas intestinas, apenas e só pelo poder.
inverto o conselho, ou antes, dirijo-o agora ao CDS: […] mais vale que se separem e que se juntem a outras formações
Algumas pessoas do CDS farão, eventualmente, isso. Porém, o CDS não se deve extinguir, uma vez que ele é, de facto, o único partido português genuinamente conservador, genuinamente de direita moderada, e essa opinião política deve ter expressão no panorama político.